Antigo líder do emblema tricolor aborda o tema quente do futebol português, relacionado com a arbitragem, e afirma estar de «consciência tranquila». Dirigente conta todo o processo relativo à venda da sociedade do clube da Reboleira e fala também sobre o PER que está em curso. Apontado nos bastidores como possível futuro presidente da Liga ou da FPF, diz que, para já, nem sequer pensa nisso
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«Candidatura à Liga ou à FPF? Para já, nem se coloca...»

Paulo Lopo diz que contra Reinaldo Teixeira nunca avançava. Não equaciona lugar de Pedro Proença. Futuro imediato passa por dedicar mais tempo à família, assume o antigo presidente da SAD do Estrela da Amadora

Aos 61 anos, Paulo Lopo, que deixou recentemente a presidência da SAD do Estrela da Amadora, entende que está na altura de fazer uma pausa no futebol. Não assume categoricamente que vai afastar-se em definitivo do desporto-rei, mas também não abre demasiado a porta a um regresso. Tudo dependerá do futuro.

«Poderei pensar nisso se o futebol achar que sou necessário, porque se não achar eu também estou de consciência tranquila. Acho que fiz o meu trabalho. Gostava que tivesse havido mais Paulos Lopos no futebol português para poderem recuperar os Vitórias de Setúbal, deste país, os Boavistas, os Beira-Mar e outros. Mas não vivo obcecado por voltar. Sou avô, quero desfrutar, desfrutar um bocadinho mais a minha família, os meus filhos e as minhas netas. Sempre que o futebol precisar de mim estarei disponível, mas de consciência tranquila, porque fiz aquilo a que me propus. E sei que, independentemente de tudo aquilo que se possa dizer hoje, um dia a história vai fazer justiça», assinala sem rodeios.

A experiência que adquiriu ao longo de tantos anos, bem como os relacionamentos que foi criando, até poderiam levar o agora ex-líder da SAD do Estrela da Amadora a pensar numa eventual candidatura à presidência da Liga ou da Federação Portuguesa de Futebol. Instado a comentar estas eventuais hipóteses, Paulo Lopo foi claro. «Neste momento, acho que esse essa situação nem se coloca. Olhe, o presidente da Liga é uma pessoa que eu estimo muito. Fui um dos principais apoiantes dele. Sou-lhe muito leal. Naturalmente, nunca seria candidato contra o Reinaldo Teixeira. Não tenho essa aspiração. Para já, também não tenho a aspiração da Federação Portuguesa de Futebol», assume ainda.

Mas como o futebol, já se sabe, por vezes tem chamamentos difíceis de prever, e, em algumas circunstâncias, quase impossíveis de negar, Paulo Lopo atira: «Neste momento, o que eu aspiro é a descansar, recolher-me um pouco deste mundo que é o futebol e repensar de que forma é que eu poderei ou não, no futuro, contribuir mais alguma coisa para o futebol.»

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