Reinaldo Teixeira: «O comportamento de Villas-Boas e Varandas na Liga não podia ser melhor»
Em entrevista à Rádio Renascença, no programa Bola Branca, Reinaldo Teixeira desvendou que o ambiente entre André Villas-Boas e Frederico Varandas, respetivamente presidentes de FC Porto e Sporting, nos encontros da Liga é bastante diferente da imagem crispada que transparece para o exterior.
«Dentro da Liga, das nossas reuniões, dos Conselhos de Presidentes e cimeiras, dentro das nossas assembleias, os presidentes são de uma cordialidade e de um espírito construtivo, de um empenho para o todo e bem do futebol», afirmou o líder da Liga.
Apesar de reconhecer que «o picanço de parte a parte» faz parte da rivalidade, Teixeira reforçou a postura exemplar dos dirigentes. «Quero reiterar isto: o comportamento dentro de casa não podia ser melhor, de respeito mútuo, de foco no interesse de todos no futebol», sublinhou.
Estas declarações contrastam com as palavras do próprio André Villas-Boas, que em maio, na 4.ª Conferência Bola Branca, admitiu ter «uma animosidade muito particular» com Frederico Varandas. «Não gostamos um do outro, eu não confio nele, ele não confia em mim. A verdade é essa», disse na altura o presidente portista.
Reinaldo Teixeira estendeu os elogios a todos os clubes, incluindo o FC Porto, que, apesar de não o ter apoiado inicialmente, se tornou um parceiro ativo: «Desde então, tem estado ao nosso lado com sugestões construtivas, criticando aqui e acolá, sugerindo que faça isto e aquilo.»
A relação com Rui Costa
Questionado sobre o presidente do Benfica, Rui Costa, Teixeira destacou a sua amizade de longa data. «Sou amigo pessoal do Rui Costa, não nego isso em lado nenhum. Conheço-o desde os 15 anos, tenho dele a melhor opinião, como ser humano, jogador e dirigente», confessou, acrescentando que, embora as formas de atuar dos três presidentes sejam diferentes, os seus valores são «semelhantes».
O presidente da Liga Portugal abordou ainda o futuro, nomeadamente o processo de venda centralizada dos direitos audiovisuais dos campeonatos profissionais, que considera «muito desafiante». Teixeira mostrou-se otimista, revelando «atração e motivação pelo produto» por parte dos operadores. «Estamos confiantes que vamos ter um sucesso para bem do futebol e das sociedades desportivas», concluiu, definindo como objetivo vender os direitos «por um valor que ninguém espera».