«Lei Wenger» pretende alterar o sistema de fora de jogo
«Lei Wenger» pretende alterar o sistema de fora de jogo - Foto: IMAGO

Regra que podia revolucionar o fora de jogo está perto de ser travada

A Lei Wenger, que pretendia dar vantagem aos atacantes na regra do fora de jogo, dificilmente avançará. Apesar de ter reduzido em 54% as infrações assinaladas e permitido mais 13 golos no Canadá, a proposta não convenceu os responsáveis pelas leis do futebol

A experiência da chamada «Lei Wenger», que pretendia alterar a regra do fora de jogo para favorecer o futebol ofensivo, dificilmente terá continuidade. Segundo a BBC, a proposta não reuniu apoio suficiente nas reuniões dos painéis de avaliação do International Football Association Board (IFAB), realizadas na terça-feira, depois de ter sido testada ao longo da temporada na Canadian Premier League.

A proposta defendida por Arsène Wenger, antigo treinador do Arsenal e atual responsável pelo desenvolvimento mundial do futebol na FIFA, previa que um jogador estivesse em posição legal desde que qualquer parte do corpo com que pudesse marcar golo estivesse alinhada com o penúltimo adversário.

Na prática, deixaria de ser suficiente ter uma pequena parte do corpo à frente do defesa para ser assinalada uma infração, como acontece com a regra atual. Os primeiros resultados revelaram uma redução de 54% nas decisões de fora de jogo e mais 13 golos em 112 partidas.

No entanto, a experiência também trouxe efeitos indesejados. As linhas defensivas recuaram, em média, cerca de três metros, numa tentativa de compensar a vantagem concedida aos atacantes. As bolas paradas foram uma das situações em que o impacto da alteração mais se fez sentir.

Perante os resultados apresentados, a continuidade do teste parece pouco provável, devido à falta de apoio recolhida nas reuniões do IFAB.

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