Rui Borges mostrou-se satisfeito com o regresso às vitórias - Foto: IMAGO

Rui Borges: «Aqueles dois minutos finais eram escusados»

Treinador do Sporting elogiou a exibição da equipa frente ao Marítimo (2-1), mas deixou reparos

Após duas derrotas nos últimos dois jogos — LASK Linz e Académico de Viseu —, o Sporting voltou às vitórias, batendo o Marítimo, por 2-1, em Alvalade, nos quartos de final da Taça da Liga, garantindo um lugar na final four da prova. Rui Borges, treinador leonino, analisou a partida e não escondeu a satisfação, em declarações à Sport TV.

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Análise ao jogo

«Foi um jogo competente. Sabíamos que o momento não era o melhor — vimos de resultados negativos — em termos de confiança, mas a equipa tentou lutar contra isso. E foram bastante competentes, com bola e sem bola. Uma equipa nova, um onze que nunca esteve junto, é difícil apanhar dinâmicas, mas a equipa foi competente e competitiva. Percebeu o que tinha de fazer, perante um Marítimo que alterou o sistema para o jogo de hoje. Sabíamos que iam tentar contra-ataques e fomos conseguindo anular. Fizeram um golo numa perda de bola nossa, em fase de construção. Não pode existir, mas o erro faz parte. Acabámos aqueles últimos dois minutos com algum sentimento de incerteza escusado.»

Oportunidade para outros jogadores. Pedro Lima mostra capacidade para ter mais minutos?

«Se estão no Sporting é porque têm qualidade. Já na época passada aconteceu este acumular de jogos e optámos sempre por mudar, porque fisicamente é impossível meter a malta que jogou há dois dias. A equipa deu uma boa resposta, não só o Pedro, mas todos eles. Mostraram que estão aqui para ajudar. O Moncef, por exemplo, à procura de ganhar forma física, que teve uma paragem, mais a adaptação. Não podia estar mais satisfeito com a entrega deles e com o aproveitar da oportunidade. Agora, é pensar no Casa Pia.»

Rui Silva em destaque e a dar dores de cabeça?

«Mostrou, mais uma vez, o grande guarda-redes que é. Não está em causa a qualidade do Rui. Demonstrou que é um grande guarda-redes, de Seleção, em quem acreditamos muito. No meio de tantos miúdos, foi importante a experiência e maturidade dele, em alguns momentos, a falar e equilibrar a equipa.»

Com esta vitória, importa reconquistar os adeptos?

«Acima de tudo, é ganharmos confiança, para que a desconfiança não entre no grupo. Mais um jogo com algumas bolas no poste, cortes que ninguém espera... É lutar contra isso. A sorte dá muito trabalho e temos de ir à procura dela. Temos de continuar a trabalhar e jamais desconfiar do que somos enquanto equipa.»

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