Tenista foi questionada sobre vida social e não gostou, sobretudo depois da polémica à volta das roupas que usa no court

Raqueta para o lixo, palavrões para a câmara: derrota dolorosa de Sabalenka no US Open

Tenista bielorrussa perdeu final e número 1 mundial e lidou mal com a frustração

Aryna Sabalenka não conseguiu esconder a frustração causada pela derrota na final do US Open frente a Elena Rybakina, que venceu por 6-4, 5-7 e 6-2. A derrota em Nova Iorque não só impediu a bielorrussa de conquistar o terceiro título consecutivo no torneio, como também lhe custou a liderança do ranking mundial, agora ocupada precisamente por Rybakina, após 99 semanas de domínio de Sabalenka.

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A vitória de Rybakina pôs fim a uma impressionante série de 20 vitórias consecutivas de Sabalenka em Flushing Meadows. Para a tenista de 28 anos, esta derrota significa que terminará o ano sem um título do Grand Slam pela primeira vez desde 2022.

Ao longo do torneio a tenista já se tinha irritado com questões sobre se, depois das festas em Nova Iorque, já tinha assentado o seu jogo para a competição. Isto depois de, nas redes sociais, ter ouvido bocas sobre as quantidades de capas de revista que tem protagonizado, com os fãs a pedirem-lhe «menos glamour e mais ténis». Até a escolha de roupa para o torneio, um vestido laranja em rede, foi questionada.

Durante a final, a frustração de Sabalenka foi evidente. A tenista, quatro vezes campeã de singulares em Grand Slams, partiu uma raquete no chão após ceder um ponto de break no segundo set. Após o ás final de Rybakina, Sabalenka atirou novamente a raquete em sinal de desagrado e, já sentada na sua cadeira enquanto a adversária celebrava, partiu outra.

A exasperação continuou fora do court, tendo pedido a um operador de câmara para se afastar com um palavrão enquanto estava sentada com a sua equipa. Mais tarde, explicou a reação.

«É muito difícil controlar as emoções quando se perde a final de um Grand Slam e quando se estava a tentar o tricampeonato», afirmou Sabalenka. «Eu só queria libertar tudo, porque se guardasse aquilo dentro de mim, não conseguiria dizer uma palavra ou teria uma atitude menos simpática. Por isso, quis apenas libertar toda aquela agressividade e desilusão.»

A pressão que Sabalenka coloca sobre si mesma tem sido particularmente visível nas finais dos grandes torneios. Venceu quatro das suas nove finais de singulares em Grand Slams, e apenas uma das quatro que disputou como número um mundial. Todas as suas cinco derrotas em finais de majors foram em três sets.

Apesar de um ano com três títulos WTA (Brisbane, Indian Wells e Miami Open), não conseguiu o sucesso desejado nos Grand Slams. Perdeu a final do Australian Open para Rybakina, foi eliminada nos quartos de final de Roland-Garros contra Diana Shnaider e na quarta ronda de Wimbledon por Naomi Osaka, naquela que foi a sua saída mais precoce de um Grand Slam em quatro anos.

Apesar da desilusão, Sabalenka procura retirar lições positivas e focar-se no futuro, agora como número dois do mundo. «Acho que, no geral, devo estar satisfeita com o nível a que joguei, e há muitas coisas a retirar deste torneio», concluiu. «A experiência mostra que eu regresso sempre mais forte, e todas estas lições desta época já me tornaram mais forte, mas vão definitivamente motivar-me para fazer um trabalho melhor no próximo ano.»

Dominada pela emoção, Sabalenka interrompeu a entrevista em campo. «A última coisa que quero fazer agora é um discurso», afirmou a tenista. Apesar da desilusão evidente, Sabalenka fez questão de felicitar a sua adversária. «Obviamente que estou desapontada, mas quero dar os parabéns à Elena por um ano incrível, um resultado incrível. Bem merecido, aproveita, diverte-te esta noite e amanhã».

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