«Rápido, vamos!»: por dentro do caos do VAR no dérbi de Manchester
Um erro crasso do VAR marcou o dérbi de Manchester, resultando na validação de um golo irregular de Erling Haaland, ao minuto 60, que deu a vitória por 1-0 ao Manchester City sobre o Manchester United. A equipa de arbitragem, liderada por Matt Donohue no VAR, não detetou que Enzo Fernández estava quase três metros em fora de jogo na jogada que culminou no golo.
A comunicação do VAR, noticiada pela BBC, está agora a merecer a aumentar a polémica em torno do lance. «Rápido, rápido, rápido, rápido! Vamos, vamos, vamos, vamos, vamos!» — as palavras de Donohue durante a revisão do lance, que denotam alguma pressão para resumir o jogo e não provocar uma paragem muito longa, levaram ao erro final.
A falha principal no processo ocorreu quando Donohue e o seu assistente, Blake Antrobus, se focaram prematuramente na tecnologia de fora de jogo semiautomático. O VAR pediu ao operador de repetições para parar a imagem no momento do cruzamento de Josko Gvardiol, para analisar o posicionamento de Haaland, ignorando a posição e o impacto de Fernández no lance.
Depois, o VAR só analisou se Fernández tinha ou não tocado na bola, o que, a acontecer, iniciaria uma nova fase de jogo e colocaria Haaland em posição legal. A intervenção de Antrobus limitou-se a um «sim» sobre o possível toque, um segundo antes de Donohue confirmar a decisão final de golo: «Revisão completa, a decisão final é validar o golo.»
Assim se validou um golo ilegal que acabou por definir o resultado, num jogo em que o Manchester United jogou em vantagem numérica desde o minuto 23 (Phil Foden foi expulso), mas não conseguiu tirar partido disso.
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