Lester Quiñones - Foto: IMAGO

Quiñones candidata-se a futebolista colombiano mais mexicano de sempre

Avançado da seleção do México nasceu na Colômbia mas cedo soube que quis representar o país onde ganhou seis campeonatos

Julián Quiñones, avançado de 29 anos, é internacional há apenas três. Nasceu na Colômbia, mas, em 2023, quando representava Monterrey, do México, decidiu aceitar o convite da seleção mexicana para representar um dos três anfitriões deste Mundial 2026.

A razão para tal foi a ligação que sentiu ao México... ainda antes de para lá rumar. Tudo começou, contou o avançado, em 2018, quando a seleção mexicana venceu a Alemanha, na altura campeã do Mundo em título, no Campeonato do Mundo da Rússia.

Foi pelo país da América Central que começou a carreira, passando por Tigres, Venados, Lobos BUAP, Atlas e Club América. Conquistou por lá três campeonatos Apertura, outros tantos Clausura e uma Liga dos Campeões da CONCACAF, casou-se com uma mexicana e, plenamente integrado no futebol e na vida do país, e, segundo a imprensa local, «cansado de ser ignorado» pelo país-natal, foi com todo o agrado que aceitou o convite para representar a nação onde sempre jogou.

Já ganhou uma Liga das Nações e uma Gold Cup. Em 2024 deixou finalmente o México para reforçar o Al Qadisiyah, da Arábia Saudita. E que se desengane quem pensa que abrandou. Bem pelo contrário: fez, este ano, 33 golos no campeonato saudita, prova na qual ultrapassou nomes como Cristiano Ronaldo, João Félix, Ivan Toney ou Karim Benzema para se tornar melhor marcador. Está na melhor forma da carreira e joga o Mundial em casa.

Este artigo partiu do perfil de Julián Quiñones que A BOLA publicou no âmbito da Guardian Experts’ Network, uma rede de troca de conteúdos liderada pelo conceituado jornal inglês, e que inclui meios de comunicação social de vários países representados no torneio.

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