«Queremos ser os primeiros a colocar um carimbo de derrota no Estrela»
O Académico de Viseu visita o Estrela da Amadora, na sétima jornada da Liga, galvanizado pelas vitórias conquistadas nas duas últimas jornadas diante de Gil Vicente (1-0) e Vitória SC (2-1). A invencibilidade dos tricolores, que somam duas vitórias e quatro empates em seis jornadas, impõe respeito... e serve de motivação.
Bruno Pinheiro admitiu que «o facto de o Estrela não ter ainda perdido qualquer jogo» é um fator «motivacional». «Queremos ser os primeiros a colocar um carimbo da derrota no Estrela e isso, só por si, já é fator de motivação», frisou em conferência de imprensa, a dois dias da partida. O Académico venceu apenas um dos 10 jogos disputados diante dos tricolores, a 8 de junho de 1988, em casa.
O técnico dos viseenses acredita que o jejum forasteiro pode ser quebrado no domingo: «Não conheço o histórico, mas pode ser ainda mais uma razão para ficar na história como o primeiro treinador a ganhar ao Estrela [fora de portas] e este plantel fazer essa gracinha e ficar na história do clube.»
O rendimento do adversário, quarto melhor ataque da Liga com 14 golos, merece o destaque de Bruno Pinheiro: «Os seus homens da frente estão num momento muito bom, cada um deles com quatro golos [Ianis Stoica, Abraham Marcus e Antonetti] e isso diz tudo.»
A partida entre o Estrela e o Académico será disputada em Rio Maior devido a nova nota negativa do relvado da Reboleira. O histórico recente dos estrelistas a jogar em casa emprestada deixa Bruno Pinheiro em alerta: «O facto de jogarem fora do seu recinto não deve ser um problema para eles. Não me parece que seja uma vantagem para nós, até pelo que fizeram contra o SC Braga [2-1, em Alverca].»
A mudança do local da partida também não atrapalha os viriatos: «Fazemos sempre as viagens atempadamente, precavemos sempre o descanso, não altera nada. Quanto muito há um ajuste na hora de saída.»
Bruno Pinheiro admite que as vitórias acumuladas nas últimas jornadas dão «confiança», mas só pensa em «ombrear com o Estrela», «fazer um jogo competente» e «jogar mais e melhor para aumentar as probabilidades de ganhar.»
A capacidade de adaptação dos viriatos «tranquiliza» o comandante, que recusa colocar um limite ao potencial de uma equipa que está «no caminho certo». «Estamos a crescer, não gosto de colocar limites. Gosto de desafiar, não sei dizer se estamos longe ou perto do nosso máximo, mas acredito que temos margem de progressão» ,frisou.
A visita do Académico de Viseu ao Estrela da Amadora tem pontapé de saída agendado para as 15h30 de domingo.
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