O queniano Sebastian Sawe bateu o recorde do Mundo da maratona em Londres. IMAGO
O queniano Sebastian Sawe bateu o recorde do Mundo da maratona em Londres. IMAGO

Quénia suspende 27 atletas por violações das regras antidoping

O país tem sido identificado há anos como uma nação com alto risco de doping e nos casos agora revelados 11 são devido à utilização de substâncias proibidas

A Agência Antidopagem do Quénia (ADAK) anunciou a suspensão de 27 atletas por diversas violações das regras antidoping, numa altura em que a potência do atletismo africano intensifica os seus esforços para combater esta prática.

Uma notícia que surge num momento em que todos os olhos estão centrados no queniano Sebastian Sawe que fez história na maratona de Londres, no domingo, tornando-se o foi o primeiro atleta a correr os 42,195km em menos de duas horas (1h59.30) numa prova oficial.

As sanções surgem depois de a Agência Mundial Antidopagem (WADA) ter colocado o país numa lista de vigilância no ano passado, devido ao elevado número de casos de doping. A medida reflete uma atitude mais rigorosa contra a fraude, especialmente após a WADA ter ameaçado banir o Quénia das competições internacionais.

Num comunicado, a ADAK detalhou que onze dos atletas suspensos acusaram o uso de substâncias proibidas, como «Norandrosterona, Acetonido de Triamcinolona, Prednisolona e Nortestosterona». Os restantes foram sancionados por «falhas de localização», ou seja, por não terem fornecido a sua localização para a realização de controlos antidoping.

Todos os 27 atletas encontram-se suspensos provisoriamente, com as penas a variarem entre dois e oito anos. Algumas das sanções são retroativas a 2021.

A ADAK já tinha manifestado preocupação com o crescente número de casos de doping no país, particularmente entre atletas jovens que procuram ganhos financeiros rápidos. Desde 2017, a agência integrou 243 atletas quenianos nos seus programas de educação antidoping.

Recorde-se que o Quénia, uma nação líder mundial nas corridas de fundo, tem sido abalado por múltiplos escândalos de doping que levaram à suspensão de alguns dos seus melhores atletas. De acordo com um relatório da Unidade de Integridade do Atletismo (AIU), um total de 66 atletas quenianos foram sancionados por violações das regras antidoping em 2022.

Devido ao número alarmante de casos, a AIU, que supervisiona a integridade no atletismo, colocou o Quénia na Categoria A da sua lista de vigilância, o nível de risco mais elevado. O país tem sido identificado há anos como uma nação com alto risco de doping, juntamente com a Etiópia, Marrocos e Ucrânia.