Proscrito de Amorim confessa: «No Manchester United foi duro...»
Rasmus Hojlund abordou, em entrevista à televisão estatal dinamarquesa, o período difícil que viveu no Manchester United, com a dispensa de Ruben Amorim, bem como o renascimento da sua carreira ao serviço do Nápoles.
O avançado de 23 anos, que soma 14 golos pelos napolitanos, confessa que a mudança para Itália foi fundamental para recuperar a confiança. «Em Nápoles reencontrei a alegria de jogar futebol. Parecia que tudo tinha acabado, diziam-no até na Dinamarca. No Manchester United foi duro, mas nunca desisti e atirei-me de cabeça a esta situação, que não era simples», frisou o jovem dianteiro, à TV2.
O internacional pela Dinamarca reconheceu a fase menos positiva em Inglaterra, mas sublinhou a sua resiliência. «Se olharmos para os últimos tempos no Manchester United, não estive bem, estou ciente disso, mas agora muitas coisas mudaram. Agora jogo mais adiantado», explicou, acrescentando: «No futebol há altos e baixos, faz parte do percurso. O importante é manter o foco, como eu fiz, sem me deixar influenciar pelas opiniões dos media».
Autocrítico, Hojlund sublinha que ainda tem margem para evoluir. «Não se pode estar sempre no topo, sei bem que ainda tenho de trabalhar e melhorar muito. Sou muito autocrítico em relação a isso», garantiu. O avançado destacou ainda que a perceção sobre si mudou no seu país natal: «Agora, na Dinamarca, dizem que estou novamente no centro do projeto porque estou a trabalhar e a marcar muito mais». Para o jogador, a avaliação de um avançado não deve ser redutora: «Trabalhei sempre arduamente e não se pode julgar um avançado apenas por estar nos últimos metros e conseguir marcar golo».
Sobre a vida em Nápoles e a relação com os adeptos do emblema do Sul de Itália, o jogador mostrou-se descontraído. Durante a entrevista, realizada numa praia perto de casa, brincou com a sua notoriedade. «Sem câmaras, posso passear na praia praticamente no anonimato», disse, entre risos, admitindo que a presença da equipa de reportagem atrai mais atenção.
No que toca à seleção dinamarquesa, Hojlund mostrou-se confiante na qualificação para o Mundial. «Se já marquei férias de verão? Não, sinceramente espero não o fazer, porque isso significará que estaremos no Mundial. Estou convencido de que nos vamos qualificar», declarou. O próximo adversário, a Macedónia do Norte, merece respeito, mas o objetivo é claro: «É uma boa equipa, mas, com o máximo respeito, o nosso objetivo é vencê-los porque não queremos desperdiçar esta oportunidade. Não vamos jogar contra a Alemanha ou a França».
Por fim, o avançado recordou a ausência forçada no jogo contra a Escócia devido a doença. «Estava mesmo muito mal. Vomitei muitas vezes e mal me conseguia manter de pé quando saía da casa de banho. Não foi um bom momento e lamentei não poder ajudar a equipa», concluiu.