Bola de Ouro em 2001 e internacional inglês em 89 ocasiões (40 golos), Michael Owen, agora com 46 anos, é agora comentador televisivo - Foto: IMAGO
Bola de Ouro em 2001 e internacional inglês em 89 ocasiões (40 golos), Michael Owen, agora com 46 anos, é agora comentador televisivo - Foto: IMAGO

«Com Carrick desde o início, o Man. United seria líder»

'Red devils' ainda não tomaram decisão sobre o inglês, interino até ao final da época, a ser uma hipótese a longo prazo. Michael Owen defende a continuidade do ex-colega e lembra melhoria desde a saída de Ruben Amorim

Michael Owen defende a continuidade de Michael Carrick no comando técnico do Manchester United, alertando que a direção do clube seria «absolutamente linchada» caso o dispensasse e o seu sucessor fracassasse.

Com um registo de sete vitórias e dois empates nos primeiros dez jogos, o técnico colocou o Manchester United na luta por um lugar na próxima edição da Champions League, um desempenho que, para Michael Owen, justifica a sua permanência. A antiga lenda do Liverpool, que também passou por Old Trafford, mostra-se «perplexo» com as dúvidas levantadas por figuras como Roy Keane e Gary Neville sobre a efetivação do seu ex-colega de equipa.

Em declarações reproduzidas pelo Daily Mail, o comentador argumenta que Sir Jim Ratcliffe e a restante estrutura diretiva cometeriam um erro crasso ao não darem seguimento ao bom trabalho de Carrick, especialmente após uma série de nomeações fracassadas desde a saída de Sir Alex Ferguson em 2013.

«Imaginem que se livravam do Michael Carrick, imaginem só, e traziam quem quer que fosse – não me interessa quem, até um vencedor nato, alguém que já tiveram. Imaginem que as coisas começavam a descambar, a correr mal outra vez; a direção seria absolutamente linchada», frisa Owen.

O vencedor da Bola de Ouro em 2001 questiona a hesitação em torno do treinador. «Estou perplexo com certas pessoas que dizem que não, que não o devem nomear. Perplexo. Por que é que isto é sequer uma questão? Não percebo. Que mais pode ele fazer?», questionou, acrescentando: «Esta equipa do Manchester United parece estar no caminho de volta. Porque é que se iria interferir com o que quer que seja?»

Owen recorda as várias tentativas do clube para encontrar um sucessor à altura de Ferguson: «Já tentaram de tudo: treinadores comprovados, os Van Gaals, tiveram os Mourinhos, o David Moyes, depois apostaram em ex-jogadores como o Solskjaer. Depois foram um pouco mais heterodoxos e nomearam um ou dois outros. A nova superestrela portuguesa em ascensão, Amorim, ou o Ralf Rangnick. Tentaram praticamente tudo e, após uma dúzia de anos a tentar e a falhar, encontram alguém que está a conseguir tirar rendimento dos jogadores.»

Para o ex-avançado, a decisão é simples: «Se a liga tivesse começado com Carrick, o Manchester United seria líder. Estaríamos a um terço da época e o Man United estaria no topo da liga. Estaríamos a pensar, bem, será que podem ganhar a liga?»