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Presidente da Argentina: «De facto, as Malvinas são argentinas e vamos recuperá-las»
Javier Milei, presidente argentino, defendeu os jogadores que ergueram uma tarja em relação às Ilhas Malvinas após a vitória por 2-1 à Inglaterra nas meias-finais do Mundial 2026. Apesar de ter afirmado que era uma expressão «válida», pediu para não misturar futebol e política.
«É um sentimento que habita todos os argentinos, e é perfeitamente legítimo e válido que eles queiram expressá-lo e o façam», afirmou o chefe de Estado. «No entanto, não creio que isso deva dar origem a más interpretações ou a mal-entendidos sobre certas questões. Um jogo de futebol é um jogo de futebol. Foi assim que o selecionador o entendeu, foi assim que os veteranos de guerra o entenderam», sublinhou, referindo-se às declarações de apaziguamento dos últimos dias que procuravam dissociar o jogo da disputa territorial.
«De facto, as Malvinas são argentinas e vamos recuperá-las, mas vamos fazê-lo no plano diplomático, agindo com inteligência», acrescentou. Milei destacou ainda os «enormes avanços» alcançados pela sua diplomacia, que «conseguiu que a ONU obrigasse a Inglaterra a sentar-se à mesa para discutir».
Por outro lado, foi questionado se irá assistir à final do Campeonato do Mundo com a Espanha no domingo, 19 de julho, em Nova Jérsia, Estados Unidos, mas a resposta foi negativa... por superstição.
«De forma alguma. Vou assistir aos jogos a partir de Olivos (residência presidencial), tal como no primeiro dia. É uma tradição, vejo os jogos no cinema de Olivos com a minha irmã», assegurou o político. Quem vai estar presente é Donald Trump, presidente norte-americano.