Didier Deschamps conforta Mbappé - Foto: IMAGO

Para português ver: o que é uma verdadeira grande seleção

'Remate de Letra' é o espaço de opinião quinzenal de Hugo Vasconcelos, editor

A deceção é grande, mas não apaga tudo de bom que fizemos. Não tiro o mérito à seleção espanhola, que controlou o jogo

Didier Deschamps, selecionador francês, após derrota com a Espanha na meia-final do Mundial

Didier Deschamps termina aventura de 14 anos como selecionador da França com a eliminação nas meias-finais do Mundial, uma deceção, mais uma, para aquela que foi, provavelmente, a melhor seleção da última década.

E despede-se apenas com um grande título, o Mundial 2018 (ganhou também a Liga das Nações de 2021); mas para quem regularmente coloca Portugal entre as principais seleções do Mundo, atente-se no que a França conseguiu com Deschamps.

Em quatro Mundiais, chegou aos quartos de final (2014), meias (2026), final (2022) e venceu a competição em 2018; nas três eliminações, caiu frente a Alemanha, Espanha e Argentina. Em três Europeus, perdeu em casa a final de 2016 contra Portugal, caiu nos oitavos de 2020 nos penáltis, contra a Suíça, e foi eliminada nas meias de 2024 contra a Espanha. Tirando em 2020, todas as seleções que eliminaram os bleus foram campeãs.

No mesmo período, Portugal não passou da fase de grupos do Mundial em 2014, foi eliminado nos oitavos de 2018 pelo Uruguai, nos quartos de 2022 por Marrocos e nos oitavos de 2026 pela Espanha; e no Euro, após ganhar em 2016, caiu nos oitavos de 2020 com a Bélgica e nos quartos de 2024 com a França.

Não é mau, mas em sete fases finais a Seleção chegou uma vez às meias; a França só não o fez por duas vezes. Só para pôr em perspetiva o que é uma verdadeira grande seleção.

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