Hwang In-beom prestes a rumar ao Dragão - Foto: IMAGO
Hwang In-beom prestes a rumar ao Dragão - Foto: IMAGO

FC Porto: Hwang In-beom, o antídoto para equipas que apostam em bloco baixo

Médio sul-coreano possui um manancial de valências técnicas e táticas para aportar ao estilo de jogo preconizado por Farioli. Com um futebol muito cerebral e rápido a tomar decisões pode ser peça-chave

Apesar de ter recursos como Victor Froholdt, Gabri Veiga e Rodrigo Mora, Alan Varela e Pablo Rosario para o meio-campo, Francesco Farioli reclamou junto da SAD liderada por André Villas-Boas a contratação de um médio diferenciado e, nessa conformidade, o perfil de Hwang In-beom assenta que nem uma luva no perfil procurado. O sul-coreano, com vasta experiência por alguns campeonatos, pode tornar-se o cérebro da zona intermédia dos campeões nacionais.

Com uma forma de jogar muito idêntica à do português João Moutinho, o ainda jogador do Feyenoord tem uma capacidade invulgar de jogar sob pressão e uma visão de jogo de elite, uma peça de rendimento imediato que faltava ao xadrez de Francesco Farioli, que viu sair do plantel o costa-marfinense Seko Fofana devido a questões monetárias.

Prestes a fechar a contratação de Hwang In-Beom, tendo em conta que as negociações estão bem avançadas nesta altura, o FC Porto vai ter em mãos um jogador que tem tudo para pegar de estaca, experiente, tecnicamente refinado e pronto para assumir as rédeas do jogo portista.

Hwang não é um médio comum. Descrito por especialistas como um tratado a jogar perante a pressão, o sul-coreano destaca-se pela sua elegância técnica e pelo uso exímio de ambos os pés, um médio de posse que prefere ditar o ritmo através do passe, mantendo sempre a cabeça levantada.

A sua capacidade de leitura constante do espaço antes de receber a bola permite-lhe ser um dos jogadores mais resistentes à pressão da Europa. Onde outros veem perigo, Hwang encontra linhas de passe. Com uma média de 6,44 passes para o terço final e 0,60 passes de rutura por 90 minutos, o internacional sul-coreano, que foi treinado na sua seleção pelo português Paulo Bento, promete ser o antídoto ideal para equipas que se fecham em blocos baixos no campeonato português e não só...

Diferente de todos os médios que já integram o grupo de trabalho azul e branco, Hwang In-beom é uma espécie de metrónomo dentro das quatro linhas. Um jogador que faz a equipa descansar com bola, mas que também sabe ser agressivo.

Apesar de não ser um portento físico (1,77m), compensa com uma inteligência posicional acima da média. Vence mais de 55% dos duelos defensivos e destaca-se na reação pós-perda, uma característica vital para o sistema de pressão alta que o FC Porto privilegia. É um box-to-box moderno: tão capaz de iniciar a construção entre os centrais como de aparecer em zonas de finalização para assistir (0,22 xA por jogo).

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Com passagens pelo Rubin Kazan, Olympiakos, Estrela Vermelha e Feyenoord, Hwang traz na bagagem a experiência da Liga dos Campeões e uma estabilidade emocional que falta a alguns setores do plantel azul e branco.

A completar 30 anos em setembro, o sul-coreano chega para preencher uma lacuna na formação da cidade Invicta. O FC Porto garante um jogador que não precisa de tempo para aprender o que é o futebol europeu. Hwang chega para jogar e, acima de tudo, para fazer jogar.

Os avançados do FC Porto, como Samu (este depois de recuperar totalmente da operação aos ligamentos), André Silva e Deniz Gul terão à sua mercê um abastecedor de serviço capaz de encontrar espaços onde outros só veem pernas adversárias.

O FC Porto continua em permanentes contactos com o Feyenoord e tudo indica que, mais tardar na próxima semana, Hwang se torne dragão, em princípio por três temporadas e mais uma de opção, ficando com um vencimento na ordem dos €1,5 M líquídos/ano.

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