António José Seguro, o mais votado na primeira volta das eleições presidenciais, à chegada à sede de campanha, nas Caldas da Rainha - foto:  EPA/JOSE COELHO
António José Seguro, o mais votado na primeira volta das eleições presidenciais, à chegada à sede de campanha, nas Caldas da Rainha - foto: EPA/JOSE COELHO

Presidenciais: Seguro e Ventura vão disputar a segunda volta

Sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa será conhecido a 8 de fevereiro

António José Seguro e André Ventura vão disputar a segunda volta das eleições presidenciais, agendadas para o próximo dia 8 de fevereiro.

Seguro foi o vencedor claro da primeira chamada dos portugueses às urnas. Por altura do fecho desta edição, com todos os votos do território nacional contados, e apenas uma dúzia de consulados por apurar, o antigo secretário-geral do Partido Socialista tinha 31,14% dos votos.

O outro candidato apurado para a segunda volta é André Ventura, com 23,48% dos votos. Nas projeções das 20 horas o líder do Chega estava em empate técnico com João Cotrim de Figueiredo, mas o antigo presidente da Iniciativa Liberal acabou por ficar pelos 15,99%.

O almirante Henrique Gouveia e Melo ficou na quarta posição, com 12,34% dos votos, à frente de Luís Marques Mendes. Embora apoiado pelos partidos do Governo, PSD e CSD-PP, o advogado não foi além dos 11,32%.

Na sexta posição, mas com uma votação ainda mais residual, ficou Catarina Martins, antiga coordenadora do Bloco de Esquerda, com 2,06% dos votos, seguida por António Filipe, candidato apoiado pelo PCP, com 1,64%.

O músico Manuel João Vieira conseguiu mais de 60 mil votos (1,08%), à frente de Jorge Pinto (0,68%), André Pestana (0,19%) e Humberto Correia (0,08%).

De referir que Jorge Pinto, António Filipe e Catarina Martins apelaram ao voto em António José Seguro, na segunda volta. Marques Mendes, Gouveia e Melo preferiram não tomar posição relativamente à disputa do dia 8 de fevereiro.

Já o primeiro-ministro, Luís Montenegro, afirmou, na condição de presidente do PSD, que o partido não vai apoiar nenhum dos candidatos que vão disputar a segunda volta.

A abstenção ficou perto dos 47%, o valor mais baixo dos últimos 20 anos, no que diz respeito a presidenciais. Em 2011, 2016 e 2021 fixou-se acima dos 50%. É preciso recuar então até 2006, ano em que Cavaco Silva sucedeu a Jorge Sampaio, para encontrar registo mais baixo: 38,5%.