Geovany Quenda e Mateus Fernandes a jogarem pelos sub-21 de Portugal
Geovany Quenda e Mateus Fernandes a jogarem pelos sub-21 de Portugal - Foto: IMAGO

Premier League gastou mais de mil milhões em apenas uma semana

Mateus e Quenda foram dois dos grandes negócios destes primeiros sete dias de julho, mas há muito mais em perspetiva e promete ser quebrado o recorde de 4 mil milhões em 25/26

O poderio financeiro da Premier League voltou a manifestar-se de forma avassaladora no arranque deste mercado de verão. Em apenas sete dias desde a abertura oficial da janela de transferências, a 1 de julho, os clubes ingleses já investiram um total de 1,014 milhões de euros em reforços. Desses 32 negócios oficiais, até agora, três são portugueses e um deles é Rodrigo Rêgo (custou €3,5 M ao Brighton vindo do Benfica). Eis o top-10.

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Este valor, que já inclui a concretização de opções de compra de jogadores que estiveram emprestados, evidencia um fosso cada vez maior para as outras principais ligas europeias. A título de comparação, durante todo o mercado de verão do ano passado, os clubes da LaLiga gastaram 788 milhões de euros, um valor já ultrapassado pela liga inglesa em apenas uma semana. Nesse mesmo período, a Premier League estabeleceu um recorde ao desembolsar mais de 4 mil milhões de euros.

Neste início de mercado, o Tottenham assume-se como o clube mais gastador, com um investimento total de 266 milhões de euros em três contratações. Outros clubes seguiram a mesma tendência de investimento elevado, porque este fenómeno não se limita às equipas do topo da tabela.

A principal razão para esta capacidade de investimento reside principalmente nas receitas astronómicas provenientes dos direitos televisivos. Na temporada 2024/25, o Southampton, último classificado, arrecadou 128 milhões de euros, enquanto o campeão Liverpool, o clube que mais recebeu, faturou 211 milhões. Em Espanha, apenas Barcelona e Real Madrid superaram o valor recebido pelo lanterna-vermelha inglês. Adicionalmente, o mercado interno é extremamente dinâmico, com os grandes clubes a não hesitarem em investir somas avultadas em jogadores de equipas rivais, o que retroalimenta o sistema financeiro da liga.

Com rumores de outras transferências multimilionárias no horizonte, como a possível ida de Bruno Guimarães do Newcastle para o Arsenal por 60 milhões de euros ou a de Andrey Santos do Chelsea para o Manchester United pelo mesmo valor , a expectativa é que a Premier League continue a gastar a um ritmo frenético e possa mesmo vir a superar o seu próprio recorde de investimento num único mercado de transferências.

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