A organização da F1 não descartou a hipótese de colocar um GP no Algarve ainda este ano. IMAGO
A organização da F1 não descartou a hipótese de colocar um GP no Algarve ainda este ano. IMAGO

Portimão na lista de alternativas da F1 para o final de 2026

A continuação da guerra na região do Golfo Pérsico está a deixar a F1 inquieta dado que ainda não conseguiu garantir a realização do GP Qatar e Abu Dhabi e o Autódromo Internacional do Algarve volta a estar em cima da mesa

A Fórmula 1 enfrenta um dilema para concluir a temporada de 2026, com o calendário original a ser posto em causa pela guerra no Golfo Pérsico, que se arrasta desde março. Em Spielberg, este fim de semana, surgiram rumores sobre os vários cenários em cima da mesa para reestruturar as últimas provas do campeonato.

A principal preferência da FOM (Liberty Media), detentora dos direitos do Mundial, passa por manter o final da temporada no Qatar e em Abu Dhabi, conforme planeado, e reagendar o Grande Prémio do Bahrein, que fora adiado em abril. Contudo, a recente escalada de tensão na região, com ataques do Irão a um cargueiro e a um navio de guerra dos Estados Unidos, seguidos de uma resposta com mísseis por parte dos norte-americanos, levanta sérias dúvidas sobre a viabilidade de regressar à zona em novembro.

Segundo o jornal MARCA, não existe uma data-limite para a decisão final, que não será precipitada e poderá ser tomada apenas depois do verão, tendo em conta as complexidades logísticas, de organização, venda de bilhetes e reservas de viagens e hotéis.

A incerteza é agravada pela alegada recusa de seguradoras alemãs, incluindo as da DHL, Audi e Mercedes, em fornecer cobertura às equipas numa zona de conflito, o que obriga a F1 a considerar planos alternativos.

Um dos cenários de reserva seria terminar a temporada com uma corrida dupla em Las Vegas. Esta solução implicaria o cancelamento das quatro provas nos países árabes e a adição de uma segunda corrida no Nevada, reduzindo o calendário das 24 provas iniciais para 21. A ideia não é vista como descabida, uma vez que a corrida de Las Vegas é organizada pela própria FOM, mas fechar uma cidade como aquela por uma semana adicional traria novas complicações.

Surge ainda uma terceira via: concluir o campeonato na Europa com duas corridas de substituição. Os circuitos de Portimão e, de forma surpreendente, uma segunda prova em Barcelona, são apontados como possibilidades. Embora circulem versões que classificam estas opções como meros rumores com pouca probabilidade de se concretizarem, o mesmo diário espanhol avança que estas propostas foram efetivamente apresentadas à FOM.

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