O duelo entre Vini Jr. e Hakimi era um dos mais esperados - Foto: IMAGO

Poder coletivo de um lado, génio de Vini do outro

Empate a um entre Brasil e Marrocos no jogo em que se estrearam no Mundial 2026. Meia-hora inicial foi de controlo quase total para os marroquinos, que chegaram à vantagem mas foram traídos por lance fantástico de Vinícius. Brasil superiorizou-se no segundo tempo, mas marcador não teve mais mudanças

O Estádio MetLife, a oito quilómetros da cidade de Nova Iorque e palco da final do Campeonato do Mundo, encheu-se para assistir ao encontro entre Brasil e Marrocos, da primeira jornada do grupo C do Mundial 2026. O embate entre sexto e sétimo do ranking FIFA, respetivamente, não gorou as expectativas, sobretudo no primeiro tempo. Uma e outra equipa conseguiram ser superiores em diferentes partes do jogo e, no final, cada uma levou um ponto, graças a empate a um golo.

Os adeptos do Brasil terão certamente ficado desalentados com o que sucedeu na primeira meia hora de jogo. A equipa de Carlo Ancelotti entrou em campo... perdida. Pouca velocidade com bola, pressão sem sucesso e capacidade individual abaixo do esperado foram constantes no Escrete, que uma e outra vez se viu assoberbado pela qualidade individual e coletiva de Marrocos.

Os Leões do Atlas voltaram a mostrar que já não são surpresa. À qualidade individual de Brahim Díaz, um criativo nato, de Hakimi, flecha pelo lado direito ou de Bouaddi, o 'menino' de 18 anos do Lille que dominou o miolo de princípio a fim, juntou-se a criação, rápida e objetiva, e a pressão, que sufocou a pentacampeã mundial uma e outra vez no próprio meio-campo. Igor Thiago, escolhido por Ancelotti para a posição mais adiantada do terreno (e que passou muito ao lado do jogo) até teve na cabeça a oportunidade para abrir a contagem (14'), mas, por essa altura, já Gabriel e Bruno Guimarães tinham impedido remates perigosos de Marrocos de tomarem o caminho da baliza de Alisson.

Aos 21' veio o lance que espelhou tudo isto. A defesa do Brasil estava desorientada, a qualidade de Brahim encontrou Saibari e o melhor jogador do último campeonato neerlandês não vacilou. Olhou para Alisson, que tinha saído da baliza e, com um toque subtil, fez o 1-0. O remate certeiro deu ímpeto ao conjunto africano, que, nos 10 minutos seguintes, sufocou completamente a adversária.

Baila, Vini, baila!

A prestação coletiva foi a grande arma de Marrocos. Mas do outro lado estava o Brasil. E tudo pode acontecer quando se tem figuras como Raphinha... ou Vinícius Jr.. O extremo do Real Madrid, o mais perigoso na linha da frente brasileira, tratou, de forma genial, de equilibrar a balança. Recebeu na esquerda, cortou para o meio e, com um remate potentíssimo, fez o 1-1.

A igualdade no marcador foi bênção para o Brasil. O empate revelou-se um choque anímico para Marrocos, que não conseguiu, antes do descanso, voltar aos níveis que havia apresentado. O segundo tempo contou com uma entrada dominante da canarinha, que foi dona e senhora da bola durante largos períodos e pouco perigo permitiu à oponente. No entanto, até neste aspeto se viu a solidariedade marroquina, que, uma e outra vez, conseguiu estancar as incursões adversárias.

Só depois da pausa para hidratação, a partir dos 70 minutos, o jogo começou a abrir novamente. Vinícius Jr. serviu Raphinha, que rematou para a defesa de Bono, e, já na compensação e após um par de boas iniciativas de Marrocos, Alisson aplicou-se para evitar um golaço de El Ayanoui. O Brasil estabilizou e foi superior na segunda parte, mas nunca chegando aos níveis que havia apresentado Marrocos na primeira meia hora. Um golo para cada lado, um ponto para cada lado neste jogo que abriu o grupo C.

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