O treinador Rui Borges, Bernardo Morais Palmeiro e Frederico Varandas, respetivamente diretor geral do futebol e presidente do Sporting  - Foto: MIGUEL NUNES
O treinador Rui Borges, Bernardo Morais Palmeiro e Frederico Varandas, respetivamente diretor geral do futebol e presidente do Sporting - Foto: MIGUEL NUNES

Podem sair mais de dez jogadores no Sporting

Fim de ciclo: desastre da Taça foi imagem e confirmação do ponto final de era de sucesso mas em renovação. Mais de uma dezena na porta de saída de Alvalade e quase tantos na de entrada

The End. Como um filme chega ao fim, com a final da Taça terminou também um ciclo no Sporting, uma era dourada que não teve final feliz esta temporada mas que, contas feitas, foram seis anos de balanço vitorioso como não se via há 70 anos em Alvalade. A hora é de renovação e quando fechar o mercado no início da próxima temporada será um novo leão que pode registar mais de uma dezena de saídas do plantel e ter quase tantas entradas. Rui Borges é o treinador.

O ponto final estava previsto e era notório mesmo no seio do grupo, pois a entrada de leão no mercado significa trabalhar com tempo e na antecipação mas também revela a mudança clara que a SAD dos verdes e brancos quer operar. Da defesa ao ataque muito vai mudar. Não o cargo de treinador mas até a forma como Rui Borges deve comandar o grupo daqui para a frente, a forma como terá palavra a dizer e também, claro, a responsabilidade que a administração lhe vai reclamar, tudo será diferente.

Há alturas, mesmo depois do sucesso de três títulos nacionais desde 2020 (dois deles seguidos em 2024 e 2025 e ainda mais uma Taça de Portugal, duas da Liga e uma Supertaça), que o tempo é de mudança. Porque os obreiros do sucesso, muitos deles, sentem a missão cumprida e desejam outros desafios; porque também quem os comanda sente que faz falta sangue novo para continuar a obra.

O meio-campo

A renovação começa no meio-campo porque mais urgente. Aliás, já começou porque Morita termina contrato e já se despediu e porque Hjulmand sai num mercado que não vai mais adiar a saída numa operação para render pelos menos €40 M. Mas também na porta de saída estão Daniel Bragança, cuja renovação não está para acontecer por divergência de valores e Kochorashvili é para colocar. Deste plantel, pode sobrar apenas João Simões num setor em acelerada mutação.

Para render o japonês e o dinamarquês estão Doumbia, Pedro Lima e Silas Andersen a caminho. E Palhinha no horizonte. Simões recupera de lesão, mas entra nas contas assim que recuperado. Era pelo meio-campo que estava previsto o início da renovação e o novo meio-campo fica resolvido ainda em maio.

A defesa

Na defesa, a ideia da SAD é que fique (quase) tudo na mesma. Mas o perigo espreita sobretudo pela esquerda, onde mora Maxi Araújo que impressionou na UEFA Champions League e tem meia Europa de olho. A ideia é não vender e há medidas cautelares a serem todas (ver página 9). Ainda na lateral canhota, procura-se colocação para Mangas e por isso mais um lateral deve entrar. Dois se Maxi for vendido. E há ainda Nuno Santos com mais um ano de contrato.

Maxi Araújo é um dos 'reforços' mais desejados pela estrutura para ficar na próxima época - Foto: IMAGO
Sporting quer segurar Maxi Araújo - Foto: IMAGO

O mercado ditará regras também para Diomande e Gonçalo Inácio, com o marfinense a ser mais cobiçado do que o português. Se algum sair, outro vai entrar. Passando-se o mesmo com Fresneda na direita: é para ficar. Para sair está Vagiannidis, com Blopa a ser aposta.

Para o centro há ainda Debast e Eduardo Quaresma. Os dois entram nas contas de Rui Borges e o português tem mesmo proposta para renovar contrato em mãos.

O ataque

Na frente, a renovação tem uma saída confirmada, uma desejada e duas a caminho de serem inevitáveis e cada vez mais admitidas e até consensualmente aceites. Trincão e Pedro Gonçalves, apesar de terem renovado contratos recentemente, estão em idades, 26 e 27 anos, de dar o salto, desejam novos desafios com Arábia Saudita e Inglaterra como destinos possíveis. Nunca sairão a qualquer custo, serão sempre encaixes muito significativos com o camisola 17 a poder mesmo render um balúrdio. Ambos têm cláusulas de 80 milhões.

A saída confirmada é a de Geovany Quenda para o Chelsea e a desejada a de Faye, que em janeiro custou €6 milhões mas não tem espaço no plantel e por isso é para colocar.

Luís Guilherme, Ioannidis e Luis Suárez são intocáveis, tal como os jovens Rafael Nel e Flávio Gonçalves e ainda Geny Catamo. O moçambicano é muito cobiçado (ver página 7) mas o treinador não abre mão.

Entradas

Oficializada está já a contratação de Zalazar por €30 milhões ao SC Braga. Seguem-se então Doumbia, Pedro Lima e Silas Andersen. E depois Palhinha, um ou dois laterais-esquerdos, um extremo no mercado nacional e o sempre muito desejado Yeremay Hernández

Saídas extra significarão entradas extra. Um novo leão em construção, um novo ciclo montado com mais dedo de Rui Borges, treinador que renovou no início do mês até 2028, com mais responsabilidade no processo e também, por isso, com mais responsabilidade na hora da cobrança de resultados. E com exigência de bem melhor entrada em 2026/2027 do que foi a saída de 2025/2026…

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