Sporting; Ioannidis foi de férias mas levou na mala plano de trabalho
Fotis Ioannidis, tal como boa parte do plantel do Sporting, já partiu para férias, mas na bagagem levou um plano específico de trabalho elaborado pela Unidade de Performance, por forma a que se apresente na pré-época de 2026/27 no topo da sua condição física e corresponda às expectativas que nele foram depositadas, depois do Sporting ter pago €22M fixos pelo seu passe aos gregos do Panathinaikos.
O avançado helénico entende que, após uma lesão que transformou a sua temporada num vaivém constante entre novembro do ano passado e o final da época, o tempo urge. No caderno de encargos que escreveu para o novo ano, vincou e sublinhou a necessidade de consolidar a integração no grupo que continuará sob as ordens de Rui Borges, pois foi o último a chegar no verão de 2025 e, contas feitas, apenas esteve em 22 jogos, marcando seis golos e efetuando três assistências, mas em apenas 944 minutos de utilização, o que é manifestamente pouco tendo em conta o quadro global — por exemplo, Trincão terminou 2025/26 com 4062 minutos em campo.
Desta vez o foco é de descanso da mente, mas não muito do físico, para que volte no melhor dos seus parâmetros para dar luta na frente de ataque a Luis Suárez, o artilheiro da equipa com quem, curiosamente, durante uma fase da época em que os leões atravessaram um período de muitas lesões, chegou a conviver em simultâneo no onze.
Rui Borges, recorde-se, afirmou que o grego até poderia ter ido a jogo na final da Taça diante do Torreense, mas decidiram não arriscar, tendo em conta o tempo de paragem a que esteve sujeito, pois o derradeiro encontro em que esteve em campo foi num já longínquo fevereiro (13 minutos frente ao Moreirense).
O fator mental também terá um peso decisivo, pois o traumatismo no ligamento lateral externo do joelho direito — contraído no início de novembro diante do Santa Clara — foi a lesão mais grave da carreira do camisola 87, que nunca tinha estado tanto tempo parado por conta dum problema físico. Por isso, ele sente que não reagiu da melhor forma em certas alturas do processo de recuperação. Resta agora deixar para trás das costas os problemas e, aos 26 anos, dar o boost na carreira que foi adiado em 2025/26, até porque está convencido de que, com a qualidade dos jogadores que terá a servi-lo na frente de ataque, tem quase tudo para viver em Alvalade a melhor temporada de sempre — o máximo foram 23 golos em 2023/24 pelo Panathinaikos, numa equipa de qualidade muito inferior à de Alvalade.
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