Pedro Gonçalves: «É triste ter tão poucos títulos»
Dois dias depois da derrota na final da Taça de Portugal, frente ao Torreense, Pedro Gonçalves, médio do Sporting, reagiu esta terça-feira com uma mensagem dirigida aos adeptos, publicada na rede social Instagram.
«Depois de pensar e estar mais calmo, venho aqui pedir desculpa por uma das piores derrotas na história do clube», começa por dizer o camisola 8 dos leões, que referiu que não esteve «ao nível que este clube exige». «Mentalmente, desde que vim da paragem de março não estive no meu melhor. O meu corpo queria mas a minha cabeça andava sempre com um 'travão de mão', com medo de me lesionar. Parece fácil, mas quem está lá dentro sabe o quão difícil é», disse.
O criativo verde e branco também revelou que estar presente no Mundial 2026, para o qual não foi convocado, era um dos objetivos da época. «Aquele miúdo que saiu de casa sem os pais aos 11 anos, foi para Espanha sozinho e esteve um ano sem competir tinha o sonho de poder estar num Mundial e esse foi um dos meus grandes objetivos este ano. Sou uma pessoa que gosta de vencer, não me acomodo a nada e tento sempre melhorar», disse.
Pote deixou ainda um desabafo, após uma temporada que terminou sem qualquer troféu para o Sporting: «Seis épocas no clube, sete títulos e seis finais perdidas. É triste ter tão poucos títulos.»
A mensagem concluiu com agradecimento à esposa e uma mensagem que deixa em aberto a continuidade de leão ao peito na próxima temporada: «Agradeço à Bruna, que puxa por mim todos os dias para ser uma pessoa melhor. Agora [vou] aproveitar com ela e com as minhas duas filhas umas férias, para recarregar baterias e voltar mais forte.»
A mensagem de Pedro Gonçalves, na íntegra:
«Depois de pensar e estar mais calmo, venho aqui pedir desculpa por uma das piores derrotas na história do clube.
Sempre aceitei qualquer crítica, nao tenho medo e assumo que não estive ao nível que este clube exige. Mentalmente, desde que vim da paragem de março não estive no meu melhor. O meu corpo queria mas a minha cabeça andava sempre com um 'travão de mão', com medo de me lesionar. Parece fácil, mas quem está lá dentro sabe o quão difícil é.
Aquele miúdo que saiu de casa sem os pais aos 11 anos, foi para Espanha sozinho e esteve um ano sem competir tinha o sonho de poder estar num Mundial e esse foi um dos meus grandes objetivos este ano. Sou uma pessoa que gosta de vencer, não me acomodo a nada e tento sempre melhorar.
Seis épocas no clube, sete títulos e seis finais perdidas. É triste ter tão poucos títulos.
Agradeço à Bruna, que puxa por mim todos os dias para ser uma pessoa melhor. Agora [vou] aproveitar com ela e com as minhas duas filhas umas férias para recarregar baterias e voltar mais forte.»