«Espero um dia voltar a vestir a camisola do Sporting», diz Quenda
Há um ano, o Chelsea pagou 50 milhões de euros para contratar Geovany Quenda, extremo de 19 anos formado no Sporting que continuou em Alvalade por empréstimo. Mas terminada a época é altura de fazer as malas para Inglaterra, onde já esta temporada recuperou de lesão, e por isso uma entrevista de despedida concedida à Sporting TV. E não foi possível ao jovem leão conter as lágrimas, sobretudo ao recordar o último jogo em Alvalade, com o Gil Vicente, na derradeira jornada da Liga (3-0).
«Tive noites em que não conseguia dormir, porque para mim estava a ser difícil, obviamente, despedir-me de um clube que me ajudou muito a mim e à minha família. É um clube muito especial para mim», confessou Quenda e completou, entre pausas para limpar as lágrimas:
«O Sporting vai ficar sempre no meu coração. Não tenho como agradecer pela ajuda e pela forma como tratou os meus pais. Para mim, a minha família estar bem é muito importante e o Sporting sempre teve esse lado de ajudar os meus pais e os meus familiares.»
Na hora da partida, a certeza de que depois de duas épocas na equipa A é um jogador «mais maduro, com um bocadinho mais de experiência, porque ainda falta muito para viver no futebol». «Mas como é óbvio, o Sporting ajudou-me muito. Vou levar sempre o Sporting no coração. Então só tenho de agradecer muito a um clube que para mim significa tudo, união, paixão… Nunca vou esquecer o Sporting. Não é um adeus, é um até já. Espero um dia voltar a vestir a camisola do Sporting», confessou.
O sonho de ter jogado na equipa A foi cumprido, o de ser campeão nacional também numa festa que jamais esquecerá. Ruben Amorim foi o treinador que o levou ao patamar mais alto, Rui Borges o que manteve a aposta e sempre nele confiou:
«Fala sempre comigo, mesmo não estando no meu melhor momento... Ajudou-me sempre, deu-me minutos, meteu-me sempre a jogar e só tenho de agradecer a uma pessoa que me ajudou muito.»
Antes de uma mensagem sentida aos adeptos, muitas recordações dos tempos da formação, o satisfação e o desejo de que os amigos João Simões e Salvador Blopa «realizem os seus sonhos» e uma recordação de quem na equipa A estava sempre perto: «O Esgaio dava-me muita fruta no treino e depois dizia que que era para aprender, que não era fácil.»
Por fim, a certeza de que um dia vai jogar «na seleção principal», onde já foi selecionado mas sem ter minutos, e a tal mensagem aos sportinguistas: «Tenho de agradecer a toda a gente que me ajudou. Valeu a pena fazer sacrifícios e tenho de dizer obrigado a toda a gente que me apoiou desde o primeiro dia. Vou levar sempre os os adeptos do Sporting no meu coração e só tenho que agradecer e dizer obrigado por tudo que fizeram por mim.»
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