Perdeu o pai depois da estreia a marcar na Champions e tocou piano no funeral
Nathan Aké soma mais de 50 internacionalizações pelos Países Baixos. Contudo, a escolha de qual país representar não foi fácil. O defesa do Manchester City, nascido em Voorburg, nos Países Baixos, é filho de mãe neerlandesa e pai costa-marfinense.
O jogador representou as seleções jovens dos Países Baixos, mas, em 2017, chegou a conversar com Marc Wilmots, selecionador da Costa do Marfim, para representar o conjunto africano. Contudo, Dick Advocaat, quando assumiu o comando da seleção neerlandesa, apressou-se a convocar e estrear Nathan Aké.
No Manchester City desde 2020/21, Nathan Aké fez formação no Feyenoord e Chelsea. O defesa-central, que também joga a lateral-esquerdo, ainda se estreou na equipa principal dos blues, mas viria a ser cedido a Watford e Bournemouth. Foi na segunda passagem pelos cherries, já depois de se ter desvinculado do Chelsea, que se tornou um caso sério, levando o Manchester City a pagar cerca de 45 milhões de euros. Durante a pandemia de Covid-19, Nathan Aké dedicou-se ao piano, instrumento que sempre apreciou.
«No primeiro confinamento tínhamos muito tempo livre, por isso aprendi sozinho através de algumas aplicações», referiu, ao The Telegraph, revelando ainda que tocou para os colegas do Manchester City e até no funeral do pai.
«Foi difícil. É diferente do futebol. As mãos começam a tremer e perdes o ritmo», confessou. O pai de Aké morreu minutos depois de o jogador se ter estreado a marcar na Champions League.
«Faleceu tranquilamente com a minha mãe e o meu irmão ao seu lado. Talvez estivesse destinado, porque ver-me jogar sempre deixou o meu pai orgulhoso e feliz», revelou o defesa, em 2021.
Este artigo partiu do perfil de Nathan Aké que A BOLA publicou no âmbito da Guardian Experts’ Network, uma rede de troca de conteúdos liderada pelo conceituado jornal inglês, e que inclui meios de comunicação social de vários países representados no torneio.