Pepa projeta Benfica: «Temos de roçar a perfeição»
O Estrela da Amadora está ciente das dificuldades que vai ter pela frente na receção ao Benfica, em partida referente à 11.ª jornada da Liga e que está agendada para as 20h30 deste domingo, mas na Reboleira também mora uma grande dose de confiança para este dérbi lisboeta.
Pepa não se coibiu de elogiar os encarnados e o trabalho que está a ser realizado por Marco Silva, mas deu o mote para que os adeptos dos tricolores possam ficar felizes. Todos os jogadores têm de estar no seu máximo e, se assim for, o processo coletivo será potenciado no limite.
«Esperamos uma equipa muito competitiva, com entrega e superação nos limites. Queremos desfrutar do jogo, competir e agarrarmo-nos ao que controlamos. Pela frente vamos ter uma equipa que está muito bem, muito forte, e nós temos de ser muito inteligentes e procurar roçar a perfeição. Para roçar a perfeição temos de estar no nosso melhor dia e para estarmos no nosso melhor dia temos de ir atrás disso. A semana foi muito boa, muito intensa, no bom sentido da palavra, e isso são sinais bons da resposta que o grupo quer dar. Temos de ser uma equipa muito compacta e inteligente. Mais do que a dificuldade e o sofrimento em si de um jogo destes, é o desafio. Temos de nos agarrar a isso. Que venha o jogo. Acreditamos que vai estar o estádio cheio, o que também é bom para o futebol», analisou, na conferência de Imprensa realizada ao início da tarde deste sábado.
O líder máximo do balneário dos estrelistas aprofundou as questões relacionadas com o estilo de jogo do Benfica, reforçou que os adversários terão sempre bastantes dificuldades em travar as dinâmicas dos encarnados, mas voltou a sublinhar que a partir do momento em que a bola começar a rolar haverá um Estrela da Amadora a lutar pelos três pontos: «O Benfica, além da profundidade e qualidade que tem no plantel, demonstra, em organização ofensiva, uma assimetria bem visível entre o lado esquerdo e o lado direito, independentemente de quem jogue. O Palhinha dá uma abrangência muito grande no meio-campo, no jogo de coberturas, o Lenglet na saída de bola, na qualidade e na experiência. O Benfica é uma equipa fácil de identificar, mas muito difícil de parar. Está num momento muito bom e há muito mérito do Marco [Silva] pelo que está a conseguir fazer em tão pouco tempo. Temos de olhar para nós e ser uma equipa muito inteligente na procura do que queremos, que é voltar às vitórias. O nosso objetivo passa por conquistar os três pontos, sabendo do grande desafio que temos pela frente. Acreditamos que é possível e vamos atrás disso desde o primeiro minuto.»
Depois de ter assinado o melhor arranque de época de sempre do clube no principal escalão do futebol português — duas vitórias e quatro empates nas primeiras seis rondas —, Pepa tem visto a curva dos resultados inverter para um sentido negativo: quatro derrotas consecutivas (pelo meio, refira-se, registou-se um triunfo para a Taça de Portugal, diante do Fazendense). Para muitos, defrontar um dos crónicos candidatos ao título não é bom presságio para dar a volta ao texto, mas também há outra visão.
«O calendário é que o que é e os momentos são o que são. Acredito muito que estes momentos levam-nos para dentro do campo com todas as dificuldades para podermos superar-nos. Têm-nos faltado pormenores que custam golos e pontos, pelo que, independentemente do adversário, temos de ser muito rigorosos e competentes. Olhar para nós e perceber que temos de melhorar a eficácia defensiva também, seja contra quem for. Estamos cá para nos superarmos. No final do jogo, o que mais quero é que cada jogador saia com a consciência tranquila de que deu tudo para ajudar a equipa a conquistar os três pontos», projetou.
No campo particular, Eddy Doué e Beni Souza falharam o encontro da jornada passada, no reduto do Moreirense (1-2), devido a um problema disciplinar, mas Pepa garante que o caso está resolvido: «Já falei sobre isso. Para mim, não há ninguém nem nada acima do grupo de trabalho. Em todos os grupos de trabalho, nas famílias, nas empresas, nos clubes de futebol, às vezes há situações de alguns desvios. Está cá um comandante e está cá uma estrutura para corrigirmos a rota e colocarmos todos onde temos de estar e com o foco no coletivo, que é o mais importante.»
A finalizar, o treinador dos tricolores foi instado a pronunciar-se sobre a presença de Mats Hummels — antigo internacional alemão que faz parte do grupo de investidores que adquiriu a maioria do capital social da SAD do conjunto da Reboleira — na realidade diária do Estrela durante esta última semana e elogiou esta interação. Sendo que o germânico fez-se acompanhar de outra antiga glória do futebol mundial, neste caso, o peruano Claudio Pizarro, que também vestiu a camisola do Bayern Munique. «Deixou-nos uma mensagem de muita confiança. Ainda hoje esteve no treino, tal como o Cláudio Pizarro. Era e são referências do futebol. Sentimos uma grande energia, reconhecimento e muita tranquilidade no apoio. Foi muito benéfico termos tido a presença de duas referências e de duas pessoas muito importantes no clube neste momento», concluiu.