«Pensei que estava a alucinar!» Cão-lobo que lançou caos na prova de esqui até marcou tempo

Na manhã de quarta-feira, um inesperado intruso de quatro patas provocou medo, caos, e até tempos mal marcados

Uma cena insólita marcou as qualificações de cross-country por equipas femininas em Tesero, nos Jogos Olímpicos de Milão-Cortina, quando um cão-lobo apareceu na pista e começou a perseguir algumas das atletas durante a prova. Os vídeos mostram o cão, visivelmente entusiasmado com a câmara, a correr atrás dela. Em seguida, a sua atenção foi captada por duas esquiadoras que passavam, e correu atrás das competidoras da Croácia e da Grécia enquanto estas cruzavam a linha de chegada.

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Várias atletas reagiram à presença do carismático cão na pista após a corrida. A sueca Jonna Sundling, que registou o melhor tempo nas qualificações, afirmou que achou «fofo» enquanto passava pela zona de imprensa. A sua concorrente, a norueguesa Astrid Oyre Slind, que terminou em quinto lugar, acrescentou, em tom de brincadeira: «O cão é o meu menor problema, a sueca é o maior.»

Outras ficaram mais perturbadas com a aparição súbita do cão. Tena Hadzic, da Croácia, uma das 'perseguidas', disse que teve medo de ser mordida. «Primeiro, pensei que era um lobo e que estava a alucinar devido à corrida extenuante. Era extremamente grande e, enquanto corria ao lado dele, tive medo que me pudesse morder. O facto de ter chegado à pista não é bom. Para mim, não é um grande problema porque não estou a lutar por uma medalha. Mas se tivesse acontecido na final, onde as medalhas estão em jogo, poderia ter sido perigoso», comentou.

«Agora sou famosa»

A última classificada da Grécia, Konstantina Charalampido, que também foi acompanhada pelo cão-lobo checoslovaco, teve uma perspetiva mais otimista:

«Felizmente, ele era muito bem-educado. Seguiu a câmara na reta final e não perturbou. Foi engraçado. Fez-me esquecer a corrida, porque não foi boa. Graças a ele, agora sou famosa, por isso tenho de lhe agradecer», gracejou.

Tempos baralhados

Mas nem para todos foi divertido. A brasileira Eduarda Ribera viu o seu tempo ser alterado - antes de terminar a descida, o cão cruzou a meta e o tempo foi contabilizado... para a brasileira, o que lhe daria o 12.° melhor tempo. O resultado foi corrigido em seguida, e o Brasil terminou na 21.ª posição, fora da zona de classificação para a final.

De acordo com o canal norueguês VG, o dono do cão de dois anos apresentou-se após a corrida, revelando que o seu nome é Nazgul, inspirado na saga O Senhor dos Anéis, sugerindo que ele tinha fugido de casa. «Ele desapareceu, fugiu de casa. É um cão muito bom e sociável, mas muito teimoso», disse.