Abel e as críticas: «Quando sentir que sou o problema, serei o primeiro a ir embora»
Abel Ferreira não passou ao lado das recentes críticas dos adeptos, reconhecendo que, apesar de ser um «privilégio e uma honra» treinar o Palmeiras, a sua permanência tem um fim à vista. O técnico português está ciente da elevada exigência e não hesitará em sair caso sinta que já não é a solução para a equipa.
«A decisão mais difícil que tomei foi atravessar o Atlântico para treinar o Palmeiras. Hoje, é um privilégio e uma honra estar aqui, porque sinto genuinamente carinho, respeito e gratidão dos torcedores», afirmou depois da vitória do verdão sobre o Flamengo, por 3-0, na 17.ª jornada do Brasileirão.
«Há três meses estávamos todos abraçados a celebrar mais um título. O futebol é assim», afirmou, traçando um paralelo com outros ciclos de sucesso. «O Guardiola ficou 10 anos no City, ganhou muitos títulos e tudo tem um ciclo. Quanto mais tempo eu ficar aqui, mais próximo estará o meu fim.»
Para o técnico, a chave é manter a união entre clube, jogadores e adeptos em torno dos objetivos. Reconheceu ainda que a fasquia foi elevada pelos próprios sucessos da equipa. «Sei que no Palmeiras a única solução é ganhar, porque fomos nós mesmos que elevámos as expectativas com títulos», explicou.
«Quando eu sentir que deixei de ser a solução e passei a ser o problema, serei o primeiro a ir embora», garantiu.