Palhinha reage aos assobios em Alvalade: «Mais do mesmo»
João Palhinha reagiu aos assobios que ouviu em Alvalade quando entrou no duelo entre Portugal e País de Gales, no arranque da Liga das Nações.
«É o que é. Lembro-me quando foi o João Mário. Estava no Fulham, critiquei essa postura e ainda não jogava no Benfica. Mais do mesmo, é a realidade da maneira como as pessoas vivem o futebol. Muitas delas são irracionais. Tenho a consciência perfeitamente tranquila. Vou sempre dar tudo pela Seleção, independente dos estádios. Nada muda. É sempre especial jogar aqui. Não esqueço a história que tive aqui, independentemente das mentalidades. Estou feliz por representar a Seleção», afirmou, na zona mista, garantindo sentir-se «feliz» por vestir a camisola do Benfica, depois da história que viveu no Sporting.
Os adeptos racionais serão aqueles que se lembram de que o Palhinha ficou no pior momento do Sporting
«O que lhe posso dizer é que estou extremamente feliz por representar o Benfica. O que passou, não posso falar nem vou estar aqui a argumentar essa situação, até porque estou num espaço de Seleção e não é o momento para o fazer. O que posso dizer é que estou muito feliz por representar o Benfica, com o máximo respeito sempre pelo Sporting. Mágoa de alguns adeptos do Sporting? No futebol temos os adeptos racionais e os adeptos irracionais. Para mim, os racionais serão aqueles que se lembram de que o Palhinha ficou no pior momento do clube, que sempre deu tudo pelo clube e sempre foi profissional. É isso que valorizo acima de tudo. Os irracionais vão simplesmente olhar para a coisa de o Palhinha representar o Benfica e assobiar, como foi o caso de hoje. Mas estou consciência perfeitamente tranquila de que sempre dei tudo pelo clube. Mais uma vez tenho de falar porque é na Seleção que estou. Estou muito contente por estar aqui de volta e vou fazer tudo para que a Seleção volte a conquistar os seus objetivos», acrescentou.
Acerca da ausência do Mundial 2026, o centrocampista atirou: «Temos de tirar as coisas boas das circunstâncias. Tento sempre tirar as coisas boas naquilo que me deixa menos contente. Se me perguntasse se gostaria de ter estado no Mundial, obviamente que sim, mas por outro lado acabei por aproveitar mais as férias com a família, passar mais tempo com os meus filhos e tirar as coisas boas disso. Dar o apoio à Seleção de uma maneira diferente desta vez e respeitar ao máximo sempre as escolhas do selecionador. O mais importante é que voltei à Seleção, estou muito feliz por estar aqui novamente e o compromisso é sempre total.»
«Vou dar sempre o meu máximo. Vocês sabem perfeitamente o valor que há não só na minha posição, mas em todas as posições. Se estou aqui é porque acho que tenho capacidade para lutar pelo lugar», rematou.