Carlos André Gomes, presidente do Marítimo, orgulhoso do percurso e confiante para o futuro — Foto: Marítimo
Carlos André Gomes, presidente do Marítimo, orgulhoso do percurso e confiante para o futuro — Foto: Marítimo

Palavra de líder: «Vamos fazer um campeonato digno da história do Marítimo»

Carlos André Gomes, presidente do emblema madeirense, aplaude o esforço de toda a estrutura nesta caminhada de sucesso, mas coloca água na fervura nas expectativas. Situação financeira continua a ser uma prioridade e só depois de tudo estar estabilizado é que o conjunto insular «pode pensar noutros voos»

Com orgulho do que foi feito e confiança no que aí vem, mas sempre com os pés bem assentes no chão. Assim está Carlos André Gomes, presidente do Marítimo.

O dirigente máximo do emblema madeirense aplaude o esforço de toda a estrutura para que a época 2025/2026 redundasse em sucesso absoluto — subida à Liga e conquista do título da Liga 2 — e salienta que na base destes méritos esteve sempre o pragmatismo. Até porque, refere, a gestão do clube teve (e continua a ter...) grandes desafios nos gabinetes.

«Sabíamos que a situação financeira do Marítimo não era tão confortável quanto a de outros clubes, mas fomos muito assertivos do treinador, primeiro, e dos reforços, depois, e foi feito um trabalho por toda a estrutura que permitiu ao Marítimo ir ganhando os pontos necessários para que na reta final estivesse na luta pela subida. Pelo meio, tivemos a venda do mister Vítor Matos ao Swansea e, posteriormente, a escolha do mister Miguel Moita, que deu sequência ao trabalho. Tivemos sempre, todos, um objetivo comum, mas soubemos gerir as expectativas, pensámos jogo a jogo e no final fomos campeões», assumiu, aos meios do clube.

Desafiado a falar sobre a importância dos adeptos, que são conhecidos pelo fervoroso apoio que dão à equipa, Carlos André Gomes não poupou nos elogios. E pede-lhes que continuem sempre a ser o 12.º jogador: «Só existe um Marítimo grande porque existe uma massa adepta muito grande. São eles que, muitas vezes, catapultam a equipa para as vitórias. Mesmo nos momentos não tão bons, temos uma massa adepta que nunca abandona a sua equipa. E isso é fundamental e irá ser fundamental na Liga, que tem características diferentes da Liga 2. Haverá jogos na Liga em que a superioridade do Marítimo poderá não ser tão clara e o apoio dos nossos adeptos será fundamental.»

Na ocasião, o dirigente máximo do leão do Almirante voltou a acercar-se do passado para projetar o futuro. E deixou a garantia a todo o universo maritimista que quem envergar a camisola do clube tudo fará para honrar o símbolo. «Tivemos um percurso de reorganização do clube, também ao nível financeiro, e é esse trabalho que continuaremos a fazer. Não é o facto de chegarmos à Liga que resolve todos os problemas, eles continuam a existir. O que nós queremos é arranjar cada vez mais soluções. É fundamental que tenhamos os pés bem assentes no chão, os próximos dois ou três anos são essenciais para estabilizarmos o clube financeiramente. Só depois poderemos pensar noutros voos. Vamos fazer um campeonato digno da história e dos pergaminhos do Marítimo», notou.

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