Pai de atleta punido por insultos racistas a árbitro em torneio de sub-14
Sete meses depois, chegaram as consequências. A 25 de janeiro de 2026, um jogo entre o Beja Basket Clube e o GDR André Resende no Pavilhão Municipal de Beja marcou a Fase Final do campeonato regional de sub-14 femininos devido a uma situação extra-basquetebol. O pai de uma atleta proferiu insultos racistas ao árbitro da partida, Manuel Marques, e não ficou fora do radar da Justiça.
A Autoridade para a Prevenção e o Combate à Violência no Desporto (APCVD) — que habitualmente age a prtir de relatórios de autoridades presentes em eventos desportivos — abriu o processo por iniciativa própria a partir das notícias que surgiram nos meios de comunicação portugueses, nomeadamente a de A BOLA, e puniu o homem, na casa dos 40 anos, com uma multa de 1.750 euros, mais 250 de custas, além de 12 meses de interdição de acesso a recintos desportivos. Decorre agora o prazo para pedido de impugnação judicial da decisão, findo o qual a decisão se tornará definitiva.
O adepto utilizou expressões como «macaco» e «preto macaco», conforme foi apresentado num relatório escrito às entidades competentes, e, perante a insistência neste comportamento, acabou por ser retirado do recinto pela segurança. Na sequência desta situação, o árbitro decidiu afastar-se até ao final da temporada como forma de protesto pela falta de resposta e de medidas institucionais, segundo o Basquetebol Notícias.
O caso mereceu também a reação do treinador do Benfica, Norberto Alves, que, na altura, comentou a situação no mesmo portal, defendendo uma atuação firme das entidades competentes: «Tem de haver consequências para o que aconteceu. Tem de haver identificação desse sujeito, chamar as autoridades e fazer uma queixa perante esse crime. Quem o cometeu tem de ser punido! Um abraço solidário ao árbitro Manuel Marques.»