Hugo Silva: «Batemos-nos bem contra uma das melhores seleções do mundo»
A terceira derrota em três jogos não apagou, aos olhos de Hugo Silva, a resposta dada por Portugal diante dos Países Baixos. Depois do 3-0 sofrido em Baku, o selecionador nacional de voleibol feminino preferiu destacar a forma como a equipa portuguesa se bateu diante de uma das melhores seleções do mundo, sublinhando a diferença de 46 lugares entre as duas equipas no ranking mundial.
«Diria que o melhor jogo que fizemos até agora neste Europeu foi o primeiro, contra o Azerbaijão. Contudo, se falarmos em relação à dimensão da seleção dos Países Baixos, estamos a falar de uma das melhores equipas do mundo», começou por dizer Hugo Silva, considerando que Portugal conseguiu contrariar a diferença de estatuto entre as duas formações.
«Acho que nos batemos muito bem e não se notou a diferença abissal entre o 8.º lugar do ranking mundial que elas ocupam e o nosso (54.º). Tivemos enorme mérito no trabalho que desenvolvemos em campo. As jogadoras bateram-se sem medos e isso é um excelente sinal, tanto para os dois jogos que nos restam nesta fase, como para o futuro desta seleção», acrescentou.
O resultado, contudo, mantém Portugal sem qualquer vitória na fase de grupos, depois das derrotas frente ao Azerbaijão (3-1), à Bélgica (3-0) e agora aos Países Baixos (3-0). Apesar do percurso negativo, Hugo Silva garante que o grupo continua comprometido com o objetivo de deixar uma imagem positiva no Europeu.
«É evidente que as derrotas nunca dão motivação direta, mas o grupo tem perfeita noção do nível exigente em que está inserido. Estas jogadoras querem muito dignificar Portugal e deixar uma imagem de grande qualidade neste Europeu, algo que ficou provado em campo», afirmou.
O selecionador português reforçou ainda que a ambição vai muito além dos resultados imediatos. «Acima de tudo, queremos dar uma boa imagem do nosso país e da modalidade, e julgo que elas têm conseguido cumprir esse objetivo, embora ainda a espaços.»
Amanda Cavalcanti, central e melhor pontuadora portuguesa diante dos Países Baixos, com 11 pontos, apontou já ao que falta disputar. A seleção portuguesa tem pela frente Espanha e Roménia, dois adversários que conhece bem e contra os quais acredita ser possível discutir o resultado.
«Temos de continuar a evoluir e a melhorar a cada jogo. Ainda temos duas partidas pela frente que são as mais importantes desta fase», afirmou Amanda Cavalcanti.
A internacional portuguesa lembrou que se seguem adversários familiares e ao alcance da equipa das quinas: «São adversários que já conhecemos bem e que já defrontámos noutras competições, contra os quais sabemos ter reais hipóteses de nos batermos de igual para igual e de lutar pela vitória.»
Depois de três derrotas consecutivas, a mensagem é clara: Portugal já não tem margem para adiar a reação. «O nosso foco agora é afinar os detalhes para que consigamos, finalmente, alcançar essa vitória», concluiu Amanda Cavalcanti.