Nicolás Otamendi, central do Benfica - Foto Miguel Nunes
Nicolás Otamendi, central do Benfica - Foto Miguel Nunes

Otamendi finta futuro no Benfica e explica episódio dos adeptos no Seixal

Central e capitão do Benfica fez a antevisão do jogo com o Real Madrid desta quarta-feira

Que espera deste jogo, que será o jogo 100 da sua carreira? 
— Vai ser um grande jogo contra um grande rival, em linhas gerais, mais motivação que jogar um jogo da Champions contra o Real Madrid não há. O mais importante é fazermos um bom jogo e ter mentalidade concentração máxima. Penso que a Champions é isto. Não podes dar um segundo de desconcentração porque pagas caro. A nível pessoal é marca muito boa, estou feliz por chegar a esta marca.

Tem de ser um Benfica a roçar a perfeição?
— Estamos conscientes do jogo que temos de fazer, que não há outro resultado que interesse que não seja a vitória, temos de estar bem defensiva e ofensivamente, temos de ter tranquilidade, ambição de querer ganhar e concentração enquanto equipa.

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Mourinho fala de si como um jovem, já falou com ele sobre a sua continuidade na próxima época? 
— Sou uma pessoa que vivo pelo clube, tento dar sempre o máximo nos treinos, ser exemplo para os jovens, uma exigência de um jogador com experiência tem de ser um exemplo, chegar é fácil, manter-se é o mais difícil. Estamos a viver um bocado que requer máxima concentração no dia a dia e não no que possa passar no futuro e é nisso que estou concentrado.

Como viveste o protesto das centenas de adeptos no centro de treinos? 
— Primeiro, não foi um protesto, mas um apoio. Os adeptos vivem da mesma forma que nós, estão no direito deles de vir a apoiar e exigir. Este é um dos maiores clubes do mundo, a exigência é importante para um jogador não relaxar quando os resultados não são importantes, para continuar a trabalhar, o mais importante é isso. São etapas que temos de ultrapassar e a única forma que há é continuar a trabalhar, dar o máximo e tentar que aquilo que o treinador diz durante a semana fique refletido nos jogos. Trabalhar é a única forma que temos de sair disto.

Como olham para a matemática que será preciso para o Benfica se qualificar? E a sua vontade é continuar no Benfica no próximo ano? 
— Está claro e estamos conscientes do resultado que precisamos, que é a vitória, e depois dependemos de outros resultados. Mas primeiro a nossa cabeça tem de estar concentrada para ganhar o jogo, depois depender e ver se outros resultados nos ajudam. O futuro? Estou concentrado no campeonato e na Champions.

Como parar Mbappé, há plano? E como mantém a boa forma, aos 37 anos? 
— Obviamente que Mbappé é enorme jogador, mas o Real Madrid não é só um jogador, tem bons jogadores em todas as linhas; temos de fazer um jogo perfeito, ofensivamente temos de marcar nas oportunidades que criarmos, defensivamente temos de ser uma equipa compacta e organizada. Há momentos em que vamos sofrer, outros em que vamos ter de controlar com bola, esperemos que as coisas saiam como as planeámos. A nível pessoa, sou muito objetivo, trato de ter profissionalismos em todos os momentos, no clube ou em casa, essa é a base de uma boa perfomance, treinar bem e cuidar-se bem, na alimentação, para poder dar o máximo.

Quais a diferenças de jogar com Tomás Araújo ou António Silva?
 — Tanto Tomás como o António, está também o Gonçalo [Oliveira], o mais jovem, são jogadores com muita qualidade. Tomás e António são jogadores do clube, conhecem-no bem. Têm diferentes características, mas já têm experiência, têm temperamento, qualquer dos dois que jogue tento ensinar o que posso, eles também me ensinam a mim. É uma competição interna muito saudável.