Os pormenores, as poucas oportunidades criadas e o foco na sua equipa: tudo o que disse Vicens
Carlos Vicens, treinador do SC Braga, assumiu que a sua equipa não entrou da melhor forma na partida, mas que conseguiu ir ganhando o controlo do jogo, porém não criou as oportunidades de golo que desejava. O técnico espanhol lamentou a reviravolta no marcador e apontou o foco para a deslocação ao reduto do Moreirense, na próxima jornada.
Que análise faz a esta partida, depois de ter estado a vencer?
- Um jogo difícil, frente a uma equipa que nos criou dificuldades. Sabíamos que iam ser agressivos e que competiriam a nível defensivo, mas também ofensivo. Custou-nos perder assim. Não tivemos o controlo do jogo, especialmente na primeira parte, mas na segunda fomos crescendo pouco a pouco. Sem grandes oportunidades para ambas as equipas, depois chegamos ao golo e sofremos dois. Um em situação de contra-ataque e outro de bola parada. Sabe mal o empate depois de estarmos em vantagem. Disse na antevisão que a margens eram mínimas e nos detalhes fez-se a diferença.
Considera que esses pormenores acabaram por ser pormaiores?
- No jogo da primeira volta foi similar, com os detalhes a fazerem a diferença. Já tínhamos analisado a jogada do primeiro golo do FC Porto, pois tentam muitas vezes. Procurámos ser agressivos na nossa pressão, porque isso é ser SC Braga. Na bola parada faltou-nos atacar a segunda bola, pois ganhámos a primeira. Mas sabemos que no futebol tudo se define na segunda ou na terceira jogada e temos de continuar a melhorar. Estas coisas custam pontos. Muitos jogos em pouco tempo e com muitos detalhes para serem trabalhados em todos e, por isso, temos de seguir a melhorar.
Agora, mais a frio, mudava a abordagem defensiva? Colocava uma linha mais baixa?
- Nunca o vamos saber, porque o que procuramos fazer foi sermos nós próprios. Já tivemos alguns jogos, também pelo cansaço, em que tivemos de estar mais próximos da nossa área, mas quanto mais próximo estás, mais perto estás de cometer um erro. Na quinta-feira fizemos um dois golos e a equipa sentiu-se mais incómoda com bola, procurando mais e eu também prefiro assim. A equipa rival utiliza as suas armas e nós temos de melhorar para evitar estas situações. Mas não vamos alterar a nossa identidade. Temos de melhorar esta nossa versão.
Acha que a questão física teve influência, tendo em conta que o FC Porto faz bastante uso desse aspeto do jogo?
- Todos conhecemos a dimensão física do FC Porto e como a promove bem, com agressividade, a ganhar as segundas bolas e com o jogo direto para aparecerem muito rápido na profundidade. Tentamos estar à altura e muitas vezes durante o jogo conseguimos. Hoje, apesar de termos tido mais controlo na segunda parte, faltou-nos alguma chegada, pois se tivéssemos criado mais, poderíamos ter procurado aumentar a vantagem. Não surpreende a dimensão física do rival, porque a vemos durante toda a temporada.
Houve momentos em que a equipa optou pelo jogo direto. Tudo trabalhado tendo em conta o adversário?
- O FC Porto fez a sua pressão, homem a homem, e tivemos de tentar criar jogo para que o passe entrasse entrelinhas ou que um jogador pudesse entrar na profundidade, como aconteceu com o Rodrigo Zalazar. Um pouco diferente do que fizemos na quinta-feira, pois utilizámos mais o Gabri Martínez para isso. Na primeira parte, não conseguimos encontrar o Diego Rodrigues e depois com ele no meu lado conseguimos ajudá-lo mais.
Tem menos um jogo, mas já tem o Famalicão à perna na classificação. Isso cria alguma pressão extra?
- Trabalhamos toda a temporada pra ganharmos jogos e isso não vai mudar agora. O nosso foco é preparar o próximo, que é a deslocação ao Moreirense.
Porque optou pelo Gabriel Moscardo, quando tinha Paulo Oliveira como opção?
- Essa posição não é central, porque quero que jogue como lateral, já que defende um extremo e, por isso, não é central.
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