Francesco Farioli sorriu no início, mas também no final da partida, com a reviravolta frente ao SC Braga. Foto: ROGÉRIO FERREIRA/KAPTA+
Francesco Farioli sorriu no início, mas também no final da partida, com a reviravolta frente ao SC Braga. Foto: ROGÉRIO FERREIRA/KAPTA+

A felicidade pelo triunfo, os lances duvidosos e um grande grupo de jogadores: tudo o que disse Farioli

Treinador dos dragões salientou a reação dos seus jogadores ao golo sofrido e a forma como todos estão envolvidos em procurar o melhor para a equipa; técnico ficou com dúvidas no penálti assinalado e ainda em dois lances que considerou que podia ter havido outra cor do cartão

Treinador italiano dos dragões assumiu que se tratou de uma vitória importante, mas colocou os pés assentes na terra, porque ainda faltam muitos jogos e várias competições. O técnico elogiou o SC Braga, mas deixou algumas críticas ao trabalho do árbitro António Nobre.

Uma boa entrada da sua equipa, mas ficou na retina a reação ao golo sofrido. Passou por aí o sucesso deste triunfo?

- Honestamente fizemos um grande jogo, com vários momentos diferentes. No início fomos intensos e muito bons na procura da bola. Fomos bravos contra uma equipa boa e bem treinada. A forma como circulam a bola é muito boa e é difícil combater isso uma e outra vez. Na segunda parte tivemos a capacidade de reagir a uma situação que vai ser alvo de discussão. Mesmo os jogadores que estavam no banco, como o Alan Varela e o Thiago Silva eram mais dois treinadores nos momentos finais. Tivemos de celebrar porque foi um  jogo fantástico e uma boa vitória.

Já ultrapassou o total de pontos da época passada e continua envolvido em várias frentes. Até onde pode ir este FC Porto?

- Temos oito jogos para disputar. Agora há um jogo a menos. Fiquei contente, por isso, celebramos no final, porque queríamos muito vencer. Assim que chegarmos, daremos alguns dias de folga; depois, alguns irão para as seleções e há jogo com o Famalicão, que está a realizar uma bela temporada, está num momento muito bom e vai ser tão difícil como foi aqui em Braga.

Mexeu logo mal sofreu o golo. Considera esse momento fulcral para o desfecho da partida?

- Não tínhamos de sofrer golo para mudar alguma coisa, pois estávamos bem no encontro. Depois houve o penálti que pode ser alvo de discussão, se é ou não. Já contra o Benfica, o nosso jogador foi puxado e aí não foi suficiente. Quem estava em campo foi fantástico, mas também os que entraram e os que estavam de fora.

Os rivais empataram aqui, no plano teórico, este seria o jogo mais complicado. Acredita que tem caminho aberto para o título?

- Não. Com certeza que é marcante sermos a única equipa do top-3 que venceu o SC Braga duas vezes. Merecem o meu respeito. Já o disse que são muito bons e deixo os meus elogios. Mas já no próximo jogo, há um adversário em grande forma que complica muito a vida aos oponentes. Temos partidas muito complicadas, quer em casa, quer fora. Ainda temos Liga Europa e a segunda mão da meia-final da Taça de Portugal. Vamos passo a passo e apenas a pensar no próximo jogo.

Acha que este jogo fica manchado pelo penálti e pelo lance em que o Deniz Gul é travado, pois ficou a pedir expulsão?

- São situações que do banco parecem graves, pois ia sozinho com o defesa. Também a situação do Lagerbielke em que esticou o braço e foi à minha frente. A do Gul, para mim, é uma clara oportunidade de golo e é laranja. Quanto ao penálti… Mas, são situações que agora não importam e temos de salientar a forma como os jogadores reagiram e tiveram a disposição para procurar outro resultado. Ainda faltam muitos jogos e só tenho de agradecer pelo esforço de todos os jogadores até este momento.

Qual a importância desta vitória, tendo em conta que agora há pausa para os compromissos das seleções?

- Temos a oportunidade de trabalhar a nível emocional também, pois na quinta-feira fizemos um grande jogo e não houve tempo para nada, porque havia que preparar este jogo. Agora, há um pouco mais de tempo para saborear este triunfo e para os jogadores que ficarem connosco, vai ser uma semana de trabalho árduo, com a mesma entrega e paixão. Estamos em várias competições e queremos estar bem em todas. Trabalhar, trabalhar e trabalhar.

Festejou de forma efusiva. O que é que isso significa?

- Três pontos são três pontos. Depois desta performance, em que a equipa teve de lutar contra as coisas que nos corriam mal, acaba por ser normal.

Pietuszewski esteve melhor na segunda parte. Deu alguma indicação ao intervalo?

- Quando se jogam estes encontros, com várias ações homem para homem, é claro que um jogador do seu estilo prefere sempre a bola no pé. Na primeira parte teve algumas oportunidades de fazer coisas e numa situação sacou um amarelo que até podia ser mais. Não é fácil defrontar o SC Braga, pois são muito corajosos e se não fossemos perfeitos na abordagem, não íamos ter sucesso.

Acredita que o Fofana está talhado para os jogos grandes? Espera contar com ele para 2026/27?

- Vamos passo a passo. Está emprestado, mas está muito conectado e focado, quer quando entra, quer quando joga de início. Hoje voltou a provar isso. Os quatro jogadores que chegaram em janeiro ajudaram-nos a elevar o patamar e a colmatar lesões graves. Temos conseguido ultrapassar essas dificuldades e isso é fruto do trabalho de todos. Também mantivemos o nível humano do grupo no máximo.