A felicidade pelo triunfo, os lances duvidosos e um grande grupo de jogadores: tudo o que disse Farioli
Treinador italiano dos dragões assumiu que se tratou de uma vitória importante, mas colocou os pés assentes na terra, porque ainda faltam muitos jogos e várias competições. O técnico elogiou o SC Braga, mas deixou algumas críticas ao trabalho do árbitro António Nobre.
Uma boa entrada da sua equipa, mas ficou na retina a reação ao golo sofrido. Passou por aí o sucesso deste triunfo?
- Honestamente fizemos um grande jogo, com vários momentos diferentes. No início fomos intensos e muito bons na procura da bola. Fomos bravos contra uma equipa boa e bem treinada. A forma como circulam a bola é muito boa e é difícil combater isso uma e outra vez. Na segunda parte tivemos a capacidade de reagir a uma situação que vai ser alvo de discussão. Mesmo os jogadores que estavam no banco, como o Alan Varela e o Thiago Silva eram mais dois treinadores nos momentos finais. Tivemos de celebrar porque foi um jogo fantástico e uma boa vitória.
Já ultrapassou o total de pontos da época passada e continua envolvido em várias frentes. Até onde pode ir este FC Porto?
- Temos oito jogos para disputar. Agora há um jogo a menos. Fiquei contente, por isso, celebramos no final, porque queríamos muito vencer. Assim que chegarmos, daremos alguns dias de folga; depois, alguns irão para as seleções e há jogo com o Famalicão, que está a realizar uma bela temporada, está num momento muito bom e vai ser tão difícil como foi aqui em Braga.
Mexeu logo mal sofreu o golo. Considera esse momento fulcral para o desfecho da partida?
- Não tínhamos de sofrer golo para mudar alguma coisa, pois estávamos bem no encontro. Depois houve o penálti que pode ser alvo de discussão, se é ou não. Já contra o Benfica, o nosso jogador foi puxado e aí não foi suficiente. Quem estava em campo foi fantástico, mas também os que entraram e os que estavam de fora.
Os rivais empataram aqui, no plano teórico, este seria o jogo mais complicado. Acredita que tem caminho aberto para o título?
- Não. Com certeza que é marcante sermos a única equipa do top-3 que venceu o SC Braga duas vezes. Merecem o meu respeito. Já o disse que são muito bons e deixo os meus elogios. Mas já no próximo jogo, há um adversário em grande forma que complica muito a vida aos oponentes. Temos partidas muito complicadas, quer em casa, quer fora. Ainda temos Liga Europa e a segunda mão da meia-final da Taça de Portugal. Vamos passo a passo e apenas a pensar no próximo jogo.
Acha que este jogo fica manchado pelo penálti e pelo lance em que o Deniz Gul é travado, pois ficou a pedir expulsão?
- São situações que do banco parecem graves, pois ia sozinho com o defesa. Também a situação do Lagerbielke em que esticou o braço e foi à minha frente. A do Gul, para mim, é uma clara oportunidade de golo e é laranja. Quanto ao penálti… Mas, são situações que agora não importam e temos de salientar a forma como os jogadores reagiram e tiveram a disposição para procurar outro resultado. Ainda faltam muitos jogos e só tenho de agradecer pelo esforço de todos os jogadores até este momento.
Qual a importância desta vitória, tendo em conta que agora há pausa para os compromissos das seleções?
- Temos a oportunidade de trabalhar a nível emocional também, pois na quinta-feira fizemos um grande jogo e não houve tempo para nada, porque havia que preparar este jogo. Agora, há um pouco mais de tempo para saborear este triunfo e para os jogadores que ficarem connosco, vai ser uma semana de trabalho árduo, com a mesma entrega e paixão. Estamos em várias competições e queremos estar bem em todas. Trabalhar, trabalhar e trabalhar.
Festejou de forma efusiva. O que é que isso significa?
- Três pontos são três pontos. Depois desta performance, em que a equipa teve de lutar contra as coisas que nos corriam mal, acaba por ser normal.
Pietuszewski esteve melhor na segunda parte. Deu alguma indicação ao intervalo?
- Quando se jogam estes encontros, com várias ações homem para homem, é claro que um jogador do seu estilo prefere sempre a bola no pé. Na primeira parte teve algumas oportunidades de fazer coisas e numa situação sacou um amarelo que até podia ser mais. Não é fácil defrontar o SC Braga, pois são muito corajosos e se não fossemos perfeitos na abordagem, não íamos ter sucesso.
Acredita que o Fofana está talhado para os jogos grandes? Espera contar com ele para 2026/27?
- Vamos passo a passo. Está emprestado, mas está muito conectado e focado, quer quando entra, quer quando joga de início. Hoje voltou a provar isso. Os quatro jogadores que chegaram em janeiro ajudaram-nos a elevar o patamar e a colmatar lesões graves. Temos conseguido ultrapassar essas dificuldades e isso é fruto do trabalho de todos. Também mantivemos o nível humano do grupo no máximo.
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