Fofana brilhou a alto nível - Foto: Rogério Ferreira/Kapta+
Fofana brilhou a alto nível - Foto: Rogério Ferreira/Kapta+

Fofana foi um grande ás de trunfo na verdadeira cartada pelo título (as notas do FC Porto)

Entrada fulgurante do costa-marfinense deu uma outra dimensão física à equipa de Farioli. William Gomes a todo o gás, Pietuszewski com rasgos de magia, o muro de betão polaco, Alan Varela e Froholdt irrepreensíveis e já se começa a ver os Aliados...
Melhor em campo – Fofona (nota 8)
Com Gabri Veiga claramente afetado com o lance em que cometeu grande penalidade, Francesco Farioli não hesitou um segundo e, ato contínuo, lançou em campo Fofana e Pablo Rosario para ganhar a luta pelo meio-campo e terá estado aí a sua grande cartada nesta jornada importante na luta pelo título nacional. Para além do golo da vitória, o internacional costa-marfinense deu uma grande dimensão física ao meio-campo azul e branco e esticou imenso o jogo, com muita chegada à área contrário, tendo inclusive, a passe de Moffi, a possibilidade de ter matado o jogo pouco depois do 2-1. Tal como havia acontecido com o Sporting no Dragão, o reforço de janeiro foi determinante numa partida que deixa o FC Porto com o seu destino nas suas mãos nas contas finais do campeonato português. Que entrada em campo!

Diogo Costa (6) — Numa primeira parte sem grande trabalho, praticamente nem sequer sujou o equipamento. Depois, teve de se aplicar no penálti, mas não conseguiu travar o remate de Zalazar da marca dos 11 metros. Na parte final, com o maior assédio dos arsenalistas, esteve seguro, apesar de algumas queixas na zona do adutor que o levou mesmo a ser assistido pela equipa técnica.

Martim Fernandes (6) — Grande exibição do jovem formado no Olival, com grande determinação e muito consistente a defender. Apesar das nítidas debilidades físicas na reta final da partida, teve uma entrega enorme e ajudou a conquistar três preciosos pontos.

Bednarek (7) — Mais um desempenho de excelente nível do internacional polaco, que ganhou praticamente todos os duelos aéreos, mormente na hora de maior assédio dos bracarenses, em busca incessante de pelo menos o empate. Foi uma vez mais o patrão da defesa azul e branco.

Kiwior (7) — Passe soberbo a rasgar todo o campo para Oskar Pietuszeswki, com o polaco a oferecer numa bandeja o golo a William Gomes. Com muita abnegação em campo, também foi preponderante na reviravolta no marcador.

Zaidu (6) — Está num grande momento de forma, tanto no plano defensivo como ofensivo. Teve uma arrancada que podia ter resultado em golo ainda na primeira parte, mas deslumbrou-se na hora de endossar a bola para um companheiro em melhor posição. Mas o internacional nigeriano foi muito competente nas suas ações.

Froholdt (7) — Está claramente de volta o rolo compressor dinamarquês. É impressionante a força da natureza que é o número 8 dos azuis e brancos, que com apenas 20 anos nunca desliga um instante da corrente. Fez um desvio primoroso ao primeiro poste no canto que deu origem ao golo do triunfo, apontado por Fofana.

Alan Varela (7) — Omnipresente em toda a extensão do relvado, o argentino foi de uma precisão enorme, mormente na primeira parte, em que estancou amiúde as transições de bola do SC Braga. Não foi inferiorizado em campo com o cartão amarelo que viu, mas Francesco Farioli não quis arriscar e tirou-o quando o jogo subiu ainda mais de intensidade no segundo perigo.

Gabri Veiga (5) — Penalizado na nota por ter cometido penálti de forma infantil, prejudicando claramente a equipa. Na primeira parte esteve enérgico, primeiro com um remate a dois tempos, depois num passe magistral para no ataque à profundidade para Deniz Gul. Na sequência desse lance marcou um livre perigoso e a bola saiu milímetros ao lado do poste da baliza dos guerreiros do Minho.

Pepê (4) — Completamente desligado do jogo, sem participação nas ações ofensivas, saiu com naturalidade logo a seguir ao penálti marcado por Zalazar, a punir um agarrão de Gabri Veiga sobre Niakaté. Numa partida em que se esperava muito adversa, o brasileiro não apareceu na sua melhor versão e a equipa ressentiu-se disso mesmo.

Deniz Gul (4) — Mais um jogo em que não conseguiu marcar, nem sequer um remate à baliza do SC Braga. Esteve em foco apenas num lance em que ganhou em profundidade a Niakaté e foi travado à margem das leis, num lance que motivou muitos protestos por partes das hostes azuis e brancas. Mais uma exibição apagado do ponta de lança, que tarda em mostrar serviço...

Oskar Pietuszewski (7) — O prodígio polaco voltou a ser um espalha brasas e na primeira parte agitou as águas. Excelente a assistência para golo de William Gomes e mais uns pormenores de pura classe e magia.

William Gomes (8) — Entrou com a energia no máximo, dando início a uma reviravolta importante nas contas do campeonato. Ganhou ainda muitos lances e o canto que deu origem ao 1-2.

Moffi (6) — Foi importante no jogo associativo, teve em menos tempo do que Deniz Gul mas mais participação do que o ponta de lança turco e ainda lançou Fofana para um lance que poderia ter dado o 1-3...

Pablo Rosario (5) — Sempre de fato de macaco, o dominicano ajudou a ganhar a luta a meio-campo.

Borja Sainz (5) — Com o jogo partido, o extremo espanhol entrou com a missão de poder ser letal nas transições. Tentou a sua sorte, mas ajudou ainda a defender.

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