Ruben Amorim é o novo treinador do Milan
Ruben Amorim é o novo treinador do Milan - Foto: IMAGO

Os muitos milhões já investidos pelo Milan de Amorim para regressar à Champions

'Rossoneri' têm aberto os cordões à bolsa no defeso e já chegaram aos €150 M em apenas três aquisições

O novo Milan, liderado por Ruben Amorim, não poupou despesas para relançar o projeto desportivo, investindo 150 milhões de euros com o objetivo claro de regressar à UEFA Champions League, prova que falhou nas duas últimas épocas. Após o fracasso com Massimiliano Allegri na temporada passada, o clube aposta forte no mercado para garantir a competitividade imediata.

Até ao momento, os rossoneri asseguraram as contratações de Gonçalo Ramos, Mario Gila e Diego Moreira, mas planeiam continuar ativos no mercado. Estas três aquisições, que totalizam cerca de 150 milhões de euros, representam um encargo adicional de aproximadamente €51 M para as contas da próxima temporada, divididos entre €30 M em amortizações e €21 M em salários brutos, revela esta terça-feira o Gazzetta dello Sport.

Apenas a contratação do ponta de lança português, por exemplo, terá um peso anual de cerca de 24 milhões de euros nas contas do clube italiano durante as próximas cinco temporadas. No entanto, parte significativa destes custos já está a ser mitigada por outras operações.

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No que toca a saídas, os empréstimos de Zachary Athekame e David Odogu permitem uma poupança de 2,7 milhões de euros em salários, enquanto as despedidas de Niclas Fullkrug e Ismael Bennacer reduzem os custos em mais €4 M. A estes valores somam-se receitas importantes de negócios passados: o Milan irá receber cerca de 14 milhões de euros em bónus do Manchester City, relativos à transferência de Tijjani Reijnders para a Arábia Saudita, e mais 9 milhões do Newcastle pela venda de Sandro Tonali ao Tottenham.

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Contas feitas, entre poupanças e receitas, o clube milanês já garantiu um encaixe de 30 milhões de euros, o que reduz o prejuízo do mercado, até agora, para €21 M.

Vendas são a chave para equilibrar as contas

Para cobrir o défice restante, a estratégia do Milan passa pela venda de jogadores. Rafael Leão surge como o principal ativo que pode gerar um encaixe substancial. Uma eventual transferência por 40 milhões de euros teria um efeito positivo de 41 milhões nas contas, considerando a mais-valia de 28,8 milhões e a poupança em amortização e salários (12,2 milhões). Este negócio, por si só, colocaria o balanço do mercado em terreno positivo.

Existem, contudo, outras alternativas. As vendas de Fikayo Tomori por €10 M e de Youssouf Fofana por €15 M também seriam suficientes para equilibrar as finanças do mercado. Caso nenhuma venda se concretize nos últimos 12 dias da janela de transferências, o clube tem outras salvaguardas.

Ainda de acordo com a publicação, o Milan possui um património líquido de cerca de 200 milhões de euros (a 30 de junho de 2025), o que lhe permite absorver uma eventual perda sem grandes dificuldades contabilísticas. Ainda assim, o regresso à liga milionária, prova que conquistou por sete vezes na sua história, é visto como fundamental para reequilibrar a situação financeira a longo prazo, sem a necessidade de recorrer constantemente à venda dos principais ativos.

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