Estrela de Amorim sem dúvidas: «Milan está ao mesmo nível do Real Madrid»
Luka Modric prepara-se para a sua segunda temporada no Milan e, em declarações aos canais oficiais do clube, partilhou as suas ambições e explicou a decisão de continuar nos rossoneri, agora sob o comando de Ruben Amorim.
O médio croata, que completa 41 anos no próximo mês, confessou que a sua continuidade foi uma decisão ponderada. «No meu íntimo, sabia que queria continuar, mas também tinha de verificar outros aspetos que me permitissem fazê-lo. Agora estou aqui e estou feliz por ter voltado», afirmou.
A decisão do veterano centrocampista foi também motivada pela época anterior, que terminou com um sentimento de desilusão. «Frustração é a palavra que usaria para descrever o último jogo, porque estávamos a ir bem. Até março estivemos na luta pelo título», recordou, lamentando a lesão que o impediu de ajudar a equipa na fase decisiva. «No final, não conseguimos a qualificação para a Champions League, mas ficaram outras coisas positivas: o ambiente em torno do clube, no balneário e a ligação entre nós. Respeitamo-nos muito», frisou.
O internacional croata revelou que, mesmo durante o Mundial no México, Canadá e Estados Unidos, o emblema de Milão nunca lhe saiu da cabeça. «Nos primeiros dias só pensei no que correu mal, depois de um ano tão positivo. Depois tive de me concentrar na Croácia, mas estive sempre em contacto com o clube», confessou. A renovação, que poderia ter acontecido em dezembro, foi adiada por vontade própria: «Primeiro queria ouvir o meu corpo e ver se ainda tinha a mesma vontade e paixão pelo futebol».
A confiança demonstrada pelo clube foi decisiva. «Quando o Milan me mostrou o quanto se preocupava comigo e com o facto de eu fazer parte do novo projeto, era o que eu precisava de ouvir. Falei com a minha família e decidi ficar», explicou.
Sobre a idade, Modric mostra-se indiferente e até motivado. «Toda a gente fala da minha idade e alguns jogadores têm metade dos meus anos, mas eu não penso nisso. Fazem-me sentir mais jovem e incentivam-me a competir com eles, o que me impulsiona a continuar. Sou muito competitivo», garantiu.
O carinho dos adeptos foi outro fator crucial. «Senti o amor dos adeptos durante todo o ano, onde quer que estivéssemos. Foi mais do que podia imaginar. Quando se sente tanto amor, o que se quer é retribuir e dar o melhor para representar o Milan», disse, antes de fazer uma comparação de peso.
«Joguei no maior clube do mundo, o Real Madrid, mas a minha sensação é que o Milan está ao mesmo nível. Quando as pessoas falam do Milan, fazem-no de forma diferente. Quando se vem para aqui, percebe-se isso. Tenho a sensação de estar aqui há anos. Este é o lugar onde quero estar.»
Para a nova época, o objetivo é claro: «Voltei com o mesmo objetivo do primeiro dia: ganhar. Temos de ser humildes, trabalhar arduamente e estar unidos. Quando se joga num clube assim, a dinâmica normal é pensar em ganhar e não apenas em qualificar-se para a Champions League. Temos de aspirar ao máximo».