Oliveirense é o adversário do Benfica na meia-final
Com uma vitória sobre a Ovarense por 65-69 (16-10, 18-17, 18-18, 13-24) no Jogo 3 dos quartos de final do play-off da Liga Betclic masculina, a Oliveirense carimbou (2-3), este sábado, na Arena de Ovar, a passagem à meia-final do campeonato, onde irá defrontar o tetracampeão Benfica.
Na outra meia-final, Sporting (2.º na fase regular) e FC Porto (3.º) discutem a presença na final, depois de terem eliminado, respetivamente, Esgueira (7.º) e Imortal (6.º) por 2-0.
Quanto ao Benfica, que chegou ao play-off como a melhor equipa da fase regular, afastou o SC Braga (8.º). A Ovarense havia terminado a fase inicial em 4.º lugar e a Oliveirense em 5.º.
Entre os quatro semifinalistas apenas a Oliveirense é novidade em relação à passada temporada, ocupando o lugar então da Ovarense, que também acabou por medir forças com o Benfica, acabando por perder por 3-0. A última meia-final do clube datava de 2023/24, onde foi afastado pelo... Benfica (3-0).
Ao longo da 1.ª parte (34-27), a pressão do encontro que iria decidir tudo — na única série da ronda inaugural que restava resolver — terá afetado muitos dos jogadores. Isso ajudou a que a qualidade do basquetebol exibido, quer a nível de decisão como de execução, nem sempre tenha sido a melhor, perante um recinto cheio e com os espectadores dispostos a ajudar e a empurrar a sua equipa para a frente.
Render Woods (7 res, 2 ass), que marcou 9 dos seus 12 pontos no 1.º tempo, e Jackson Stormo (12 pts, 10 res) ajudaram a que o conjunto de João Silva nunca estivesse sequer em igualdade ao longo dos dois primeiros quartos, conseguindo responder a todas as tentativas de aproximação do adversário. Este último conseguiu atuar de forma ainda mais desconcertante, e os turnovers — a equipa terminou com 14 contra 7 dos locais — também não ajudavam.
Foi necessário chegar à primeira metade do 3.º quarto para que, catapultada por Jordan Sibert (18 pts, 4 res), com cinco pontos seguidos, a Oliveirense conseguisse ter uma reação efetiva, alcançasse as duas primeiras igualdades (37-37, 39-39) e elevasse o nível de incerteza quanto ao vencedor.
No entanto, um incrível parcial de 11-2 (50-41), com Jalen Jenkins (8 pts, 9 res, 4 rbl) em evidência nos visitados, voltou a dar uma certa tranquilidade à Ovarense, que se acentuou até ao final do período (52-45).
Pura ilusão. A Oliveirense guardara o seu melhor basquetebol — aquele que raramente conseguira impor até então, mesmo a nível defensivo — para os derradeiros 10 minutos. Com os jogadores da casa a abanar e a tomarem decisões de lançamento inexplicáveis, o conjunto de João Figueiredo abanou a Arena de Ovar com um sensacional parcial de 1-15 (53-60) em que, como se costuma dizer, Leon Ayres (19 pts, 5 res) abriu o livro.
Nessa sequência, assinou 8 pontos e, no período, acabou por converter 15 dos 24 da equipa, com a particularidade de 11(!) terem sido consecutivos entre os 53-57 e 62-66. Incrível!
Miguel Monteiro (15 pts, 2 res, 4 ass), Jay Heath (14 pts, 3 res) e Stormo ainda procuraram recolocar a Ovarense no comando, perdido desde os 53-55 — a primeira liderança da Oliveirense aconteceu aos 52-53 —, mas o máximo que lograram foi reduzir a diferença para 65-66 a 14.4s do apito final, já num momento de parar o cronómetro através de faltas.
Ayres e Sibert não permitiram mais do que isso num confronto em que houve equilíbrio na luta das tabelas (47-48) e os da casa até levaram a melhor nos ressaltos ofensivos (19-11). Contudo, o contra-ataque da Oliveirense ajudou mais (7-20), assim como os homens que vieram do banco (13-28), onde mais uma vez se fez notar a influência do suplente Leon Ayres. Nos triplos, ambos os conjuntos tentaram resolver a questão por aí, mas com fraco sucesso: 5/28 (17%) e 6/29 (20%).
Esta temporada, a Oliveirense jogou quatro vezes contra o Benfica e perdeu todas: duas na fase regular da liga, J1 (89-76) e J12 (92-95), as outras na fase de grupos da Taça Hugo dos Santos (88-98) e na meia-final da mesma (104-76).
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