Bronca na arbitragem: saída de Duarte Gomes acaba no Ministério Público
A demissão de Duarte Gomes de Diretor Técnico de Arbitragem promete fazer correr muita tinta no futebol português, com a Federação a remeter para o Ministério Público os factos relatados que, sabe A BOLA, tem a ver com suspeitas de ingerência nas nomeações para jogos da Liga.
Nesta manhã, a FPF emitiu um comunicado em que, sem revelar que factos foram elencados, confirma que a situação está, agora, nas mãos do Ministério Público.
«Tendo tomado conhecimento no dia 26 de junho de 2026, passada sexta-feira, da participação formal enviada pelo Presidente do Conselho de Arbitragem [Luciano Gonçalves] ao Conselho de Justiça [Luís Verde de Sousa], sobre os motivos alegados pelo ex-Diretor Técnico de Arbitragem para a demissão do cargo que desempenhava, os Presidentes dos Órgãos Sociais da Federação Portuguesa de Futebol (Direção, Mesa da Assembleia Geral, Conselho de Justiça e Conselho de Disciplina) remeteram de imediato os factos relatados para o Ministério Público, cumprindo o disposto no n.º 1 do artigo 6.º do Regime Jurídico da Integridade do Desporto, aprovado pela Lei n.º 14/2024, de 19 de janeiro», lê-se no comunicado da FPF.
Na mesma publicação, a FPF explica que «o Conselho de Justiça reunirá esta quarta-feira para analisar a participação disciplinar remetida pelo Presidente do Conselho de Arbitragem» e que os restantes líderes dos diferentes órgaõs sociais «aguardam as conclusões das diligências a serem efetuadas pelas entidades competentes, com a celeridade que a matéria exige».,
Duarte Gomes demitiu-se na semana passada do cargo de Diretor Técnico Nacional de arbitragem o que, na altura, causou surpresa no seio do setor. Mas sabe-se agora que o fez em colisão com o presidente do Conselho de Arbitragem, Luciano Gonçalves.