Gheorghe Hagi
Gheorghe Hagi

Oficial: Gheorghe Hagi volta a ser selecionador da Roménia

Antigo jogador sucede a Mircea Lucescu e diz que quer levar seleção «onde ela quer ir»

Gheorghe Hagi, antigo internacional romeno de 61 anos, foi oficialmente apresentado esta segunda-feira como o novo selecionador da Roménia. A nomeação surge quase duas semanas após o falecimento de Mircea Lucescu.

O presidente da Federação Romena de Futebol, Razvan Burleanu, confirmou que Hagi assinou um contrato válido por quatro anos. O principal objetivo estabelecido é a qualificação para o Campeonato da Europa de 2028, que será organizado por Inglaterra, Escócia, Irlanda e País de Gales.

Na conferência de imprensa de apresentação, Hagi mostrou-se motivado para o desafio. «Quando a seleção te chama, vens com o pensamento de alcançar resultados. É uma grande motivação para mim como treinador, poder fazer um país feliz. Vim para a seleção porque estou convencido e tenho a coragem de que vamos alcançar coisas bonitas. Vim para trabalhar e levar a Roménia onde ela deseja», afirmou.

O novo selecionador acrescentou ainda que é «uma honra e uma grande responsabilidade representar novamente a Roménia». «Tal como o fiz como jogador, espero fazê-lo também como treinador, porque o que importa é ter um bom desempenho e sucesso», declarou.

Por sua vez, Razvan Burleanu expressou a sua satisfação com a contratação: «Depois de várias tentativas para ter o senhor Hagi ao leme da nossa principal seleção, estamos neste momento felizes por poder confirmar que regressa à equipa nacional. Estamos muito confiantes nesta jornada».

O dirigente detalhou também os objetivos intermédios, que incluem vencer a Liga das Nações para garantir uma vaga no play-off de qualificação para um Campeonato do Mundo e, de forma mais imediata, «ganhar cada jogo».

Recorde-se que esta não é a primeira vez que Gheorghe Hagi assume o comando da seleção romena, tendo já desempenhado o cargo em 2001, no início da sua carreira como treinador.

Como jogador, Gheorghe Hagi representou a Roménia em 125 ocasiões, partilhando com Adrian Mutu o recorde de 35 golos. Participou em três Campeonatos do Mundo (1990, 1994 e 1998) e três Campeonatos da Europa (1984, 1996 e 2000), liderando a geração mais bem-sucedida do futebol romeno.

A carreira em clubes começou no Farul Constanța, passando depois pelo Sportul Studențesc antes de se transferir para o Steaua Bucareste. Aí, conquistou três campeonatos, três Taças da Roménia e uma Supertaça Europeia, na qual marcou o golo da vitória contra o Dínamo Kiev. O seu talento levou-o para o Real Madrid, onde venceu uma Supertaça de Espanha, e depois para o Brescia, em Itália, que ajudou a subir à Serie A. Seguiu-se uma passagem pelo Barcelona, onde adicionou outra Supertaça de Espanha ao seu palmarés, antes de rumar ao Galatasaray. Na Turquia, tornou-se um ídolo, vencendo quatro campeonatos, duas Taças, duas Supertaças e, mais notavelmente, a Taça UEFA e a Supertaça Europeia em 2000.

A carreira de treinador começou precisamente na seleção romena em 2001. Posteriormente, orientou clubes na Turquia como o Galatasaray, com quem venceu uma Taça em 2005, e o Bursaspor. Na Roménia, treinou o Politehnica Timișoara e o FCSB, mas o seu projeto de maior sucesso foi a criação da sua própria academia e a liderança do Viitorul Constanța (que mais tarde se tornou Farul Constanța), clube com o qual se sagrou campeão nacional por duas vezes (2017 e 2023), conquistando ainda uma Taça e uma Supertaça da Roménia.