O que deve fazer em caso de inundação
Perante o alerta máximo de mau tempo para os próximos dias, a embaixada do Japão em Portugal divulgou um conjunto de recomendações de segurança para situações de cheias, baseadas na vasta experiência do país asiático com desastres naturais. Numa mensagem de solidariedade, a embaixada sublinha: «Estamos convosco.»
Um dos conselhos mais importantes é a chamada «regra do joelho», que dita que a evacuação de um local deve ser feita antes de a água atingir essa altura. A partir desse nível, a força da corrente torna a deslocação a pé extremamente difícil e perigosa. Caso a água suba rapidamente acima dos joelhos dentro de uma habitação, a indicação é não tentar sair e optar pela «evacuação vertical», ou seja, procurar refúgio no andar mais alto do edifício.
No que toca ao calçado, a recomendação contraria o senso comum. Em vez de galochas, devem ser usados ténis bem ajustados. A justificação é prática: se as galochas se encherem de água, tornam-se pesadas e dificultam a mobilidade, o que pode ser fatal numa emergência. Os ténis, por sua vez, garantem maior agilidade e estabilidade.
Para quem necessitar de atravessar zonas já inundadas, a embaixada sugere o uso de um «terceiro pé» — como um guarda-chuva ou um cabo de vassoura — para sondar o caminho. Este método ajuda a detetar perigos ocultos pela água turva, como tampas de esgoto deslocadas que criam buracos inesperados.
Por fim, é deixado um alerta sério aos condutores. Apenas 30 centímetros de água em movimento são suficientes para arrastar a maioria dos veículos ligeiros. Perante uma estrada alagada, o conselho é inequívoco: não arriscar e fazer inversão de marcha.