Presidente Carlos Pinto colocou o Arouca na elite nacional
Presidente Carlos Pinto colocou o Arouca na elite nacional

O homem e uma vila que impulsionaram o Arouca

Liderança partilhada com FC Porto e Marítimo é obra de um trabalho de anos e com um rosto visível: o do presidente Carlos Pinho. Uma história de sucesso desportivo desde os distritais de Aveiro à elite nacional

A liderança do Arouca na Liga, partilhada com o FC Porto e o Marítimo, tem as suas raízes no ano de 2006, com a chegada de Carlos Pinho à presidência do clube. Foi sob a liderança do já histórico dirigente que o clube de uma vila inteira iniciou escalada notável no futebol português. Empresário natural da localidade e figura proeminente na construção civil nos distritos de Aveiro e Viseu, assumiu os destinos do clube na época 2006/2007, quando este se encontrava numa situação de indefinição. O motor de uma transformação sem precedentes cabe numa só palavra: determinação.

A história do clube, fundado em 1952 como Ginásio Clube de Arouca, uma filial do FC Porto, era modesta. Durante décadas, com sede num segundo piso da antiga Pensão Ferreira Pinto, a equipa, mais tarde renomeada Futebol Clube de Arouca, limitou-se a competir nas divisões distritais de Aveiro. As primeiras conquistas de relevo surgiram apenas na viragem do século, com duas promoções à III Divisão (2000/01 e 2002/03).

A chegada de Carlos Pinho mudou radicalmente o destino do Arouca. Logo na primeira temporada, o clube venceu a I Divisão Distrital da AF Aveiro. Seguiu-se uma ascensão meteórica que, em apenas seis anos, levou a equipa dos campos pelados do futebol amador até ao patamar mais elevado: a estreia na Liga, defrontando gigantes como Benfica, FC Porto e Sporting, aconteceu em 2013/14.

Mas essa história de subida a pulso não se fez sem contratempos.Desistir é que nunca foi opção. Uma das primeiras e mais surpreendentes decisões de Carlos Pinho foi a de contratar Jorge Gabriel para treinador. O presidente via na paixão do apresentador da RTP exatamente aquilo de que o clube necessitava para o seu projeto.

Jorge Gabriel esteve envolvido nas duas primeiras subidas da era Pinho. Primeiro, como adjunto, na promoção à III Divisão, e depois, em 2007/08, como treinador principal, na primeira fase da época que culminaria com a subida à II Divisão B.

Carlos Pinho assume-se como a principal força motriz por trás da ascensão meteórica do clube, que saltou das divisões distritais para a liderança do principal escalão do futebol português. O segredo, segundo o próprio, reside numa gestão rigorosa e centralizada. «O segredo é ser-se sério. Pagar. E não pagar mais do que aquilo que se é capaz de pagar», afirma Carlos Pinho, sublinhando o seu controlo absoluto sobre as operações do clube. «Quem manda aqui sou eu. Nós somos nove na direção, mas quem manda sou eu. Aqui no Arouca ninguém faz nada sem que eu tenha conhecimento. Aqui não se compra uma folha de papel que seja sem que eu autorize a compra», detalhou, há alguns anos, o presidente do Arouca.

Apesar de centralizar o poder, o líder dos arouquenses reconhece a importância do apoio da comunidade, dos empresários locais e do filho Joel, atualmente nas funções de diretor geral dos lobos da Serra da Freita.

O Arouca é, por tudo isto, caso de estudo e Carlos Pinho já concretizou por duas vezes o sonho de levar o clube às competições europeias. Está no comando do campeonato e defronta no fim de semana o FC Porto, clube pelo qual o presidente dos arouquenses nutre particular simpatia. Mas, no Dragão, quer vencer o campeão...

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