Nuno Dias: «Quem não sente o dérbi da forma como nós sentimos, não tem alma»
— Foi um jogo com emoções muito fortes?
— Já são tantos dérbis e tantos jogos difíceis e é sempre duro. O Benfica criou-nos muitas dificuldades e na parte final era preciso estar com a atenção redobrada em relação à que estávamos a ter, porque tínhamos de defender um resultado que era bom para nós. E quem não sentir o dérbi da forma como nós sentimos, não tem alma, porque o jogo é mesmo isto.
— Ambicionava estar a ganhar por 4-0 ao fim de seis minutos?
— Preparámos muito bem o jogo. A forma destemida e determinada com que entrámos, e com eficácia que era algo que nos tinha faltado, se calhar baralhou ou surpreendeu um pouco o Benfica, a forma como roubávamos as bolas e andávamos para a frente. O 4-0 tem a ver com isso, com a forma como pressionámos e roubámos a bola e como quisemos ir sempre atrás do resultado. A quinta falta fez-nos baixar um bocadinho, o Benfica também tem qualidade e fez-nos dois golos. A 2.ª parte começa com o Benfica a fazer o 3-4, mas acho que os meus jogadores foram extraordinários. Nem tem a ver com táticas, às vezes, tem a ver com esforço, pela forma como eles se superam e se unem, para superarem as dificuldades. Conseguimos ser uma verdadeira equipa e é com toda a justiça que estamos mais uma vez na final-four.
— O objetivo é recuperar o troféu da Liga dos Campeões?
— Para já, hoje, merecemos festejar. Agora, nós dizemos sempre o mesmo. Quem joga no Sporting, joga por títulos. Pode não os conseguir conquistar, os adversários podem ser melhores, mas quem joga aqui sabe que vai atrás de conquistas, podemos não as conseguir, mas vamos atrás das nossas possibilidades. Mas precisamos de festejar, para já. A forma como conseguimos ir à final-four, contra o nosso rival, é um feito extraordinário.
Nuno Dias também comentou este jogo na Sporting TV:
— Que sabor tem esta vitória?
— Sabe muito bem. Acima de tudo, sabe bem pelos jogadores, foram extraordinários, uma verdadeira equipa e quando eles são isto que demonstraram, juntamente com esta atmosfera, deixa-me muito feliz. Esta passagem é um prémio justo para eles.
— O que é que fez a diferença neste jogo?
— A entrada foi importante. Conseguimos fazer golo em bolas paradas bem executadas e acima de tudo estamos de parabéns. Os jogadores merecem tudo de bom que lhes acontece.
— Já é o treinador com mais jogos de sempre na Liga dos Campeões, todos pelo Sporting, o que é que isto lhe significa?
— A equipa tem conseguido fazer muitos jogos, por isso é que vai muitas vezes à final-four e garantimos mais dois jogos na Champions. Mas não nos chega jogar na Champions, queremos ganhar. Se vamos ser capazes ou não, isso já é outra conversa, agora, que vamos lutar com todas as nossas forças, vamos. Quanto aos números, são importantes, porque traduzem coisas muito boas e objetivos alcançados, não mais que isso.
— O que sentiu quando o pavilhão canta o seu nome?
— É um sinal de reconhecimento e a forma como a nossa equipa técnica trabalha e depois ser reconhecida desta maneira por um pavilhão inteiro, é um motivo de orgulho, de muita satisfação. É sinal que gostam do nosso trabalho e nós gostamos de aqui estar e de fazer o trabalho que aqui fazemos.
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