Notas do Sporting: ter um ‘matador’ vale muito especialmente nos apertos...
6 - Rui Silva - Noite de pouco trabalho e muita atenção para o guarda-redes do Sporting. Na primeira parte limitou-se a ser seguro e a jogar bem com os pés. No segundo tempo as coisas foram diferentes: sem qualquer hipótese de defesa no golo de Barbero (51), teve de se aplicar a fundo três minutos volvidos, quando Djouahra se isolou pela meia-direita e à entrada da área rematou cruzado, com muito perigo.
5 – Fresneda – Um jogo pouco conseguido, sempre inquieto defensivamente e com pouco espaço para se mostrar, no campo ofensivo, pelo posicionamento de Catamo, que lhe fechou o acesso à linha de fundo. Aos 62 minutos, em posição frontal, rematou mal, de primeira, uma bola que sobrou na sua direção.
6 - Gonçalo Inácio - O melhor da defesa do Sporting. Fiável, bem posicionado, a mandar nos duelos aéreos e cada vez melhor nos passes verticais, que rompem linhas e são de eficácia letal. Aos 21 minutos, qual número dez, viu a movimentação de Suárez e o resto foi geometria no espaço. Só não deu golo porque o colombiano, depois de ladear Arruabarrena, deslumbrou-se e perdeu o melhor ‘timing’.
5 – Matheus Reis – A sua inclusão onze obrigou a que, na dupla de centrais, Gonçalo Inácio atuasse do lado direito, o que do ponto de vista leonino não é muito interessante. Sem comprometer, Matheus Reis teve alguns lances ‘empastados’ nas saídas de bola, revelando o melhor da sua ‘performance’ nas dobras que fez à esquerda, a Maxi Araujo.
5 – Maxi Araujo – O passe que fez para Suárez, no lance do 0-1, fica como a sua melhor ação no encontro. No mais, a vontade de sempre, aliada a bom atributos técnicos, mas também alguma falta de lucidez, que fizeram com que não aproveitasse quanto podia a faixa esquerda que lhe foi deixada livre pelas movimentações interiores de Luís Guilherme.
5 - Hjulmand – O internacional dinamarquês e ‘patrão’ dos leões apresentou-se em Arouca vários furos abaixo do que é habitual, e nem pode ser assacada ao PSG a responsabilidade do facto. Teve uma tarde-noite com vários equívocos posicionais, especialmente no início da metade complementar, que desprotegeram a defesa, e ficou ligado ao início da jogada do golo dos donos da casa. O mais positivo que fez foi o passe para Maxi, no lance do 0-1, e uma cabeçada, aos 85, após livre de Pedro Golçalves, que obrigou Arruabarrena à defesa do jogo.
6 - João Simões - Está a crescer, em presença e influência, a olhos vistos. Importante na tarefa de recuperação da bola, o jovem médio leonino mostrou ‘chegada’ à grande área contrária e arrancou dois cruzamentos que podiam ter dado golo. Cada vez mais rápido a recuperar posição atrás da linha da bola.
5 – Geny Catamo - É verdade que cruzou para o 1-2, ficando assim umbilicalmente ligado ao triunfo do Sporting em Arouca. Mas a sua exibição, se comparada com aquilo que se sabe que sabe, ficou alguns furos abaixo. Agarrado à linha do lado direito (e isso não foi culpa sua), deu pouco andamento ao seu flanco e impediu que Fresneda tivesse mais protagonismo.
5 - Trincão - Não foi o jogador de outras jornadas. É certo que tentou, esforçou-se, ensaiou ‘slaloms’ para romper linhas, mas nunca apresentou frescura, nem inspiração, para fazer a diferença. Aos 29 minutos, em boa posição para faturar, faltou-lhe enquadramento e a bola saiu por cima do travessão.
5 - Luís Guilherme - É um jogador a rever. Parece forte, por ser rápido, no um-contra-um, mas rapidamente se percebe que tem dificuldades no corpo-a-corpo. Sabe jogar, assume movimentos próprios do jogo interior que podem vir a ser interessantes, mas também teve períodos em que desapareceu do relvado. Alguns bons cruzamentos e tabelas foram o que de melhor conseguiu.
5 – Pedro Gonçalves - Foi posicionar-se atrás de Luís Suárez, numa fase da partida em que o Arouca povoou intensamente a zona central à entrada da sua grande área. A boa notícia para o Sporting é que está de volta.
5 – Debast - Entrou aos 80 minutos, deu profundidade à defesa do Sporting e não comprometeu. Em boa posição, rematou por cima, aos 89 minutos.
5 – Alisson – Numa fase em que Luís Guilherme já tinha ‘acabado’, trouxe velocidade e irreverência à esquerda do ataque do Sporting.