Suárez voltou a decidir um jogo para os leões com dois golos - Foto: IMAGO
Suárez voltou a decidir um jogo para os leões com dois golos - Foto: IMAGO

Notas do Sporting: ter um ‘matador’ vale muito especialmente nos apertos...

Num jogo em que o PSG, a ‘Ingrid’ e um belíssimo Arouca tornaram a vida num inferno aos leões, Luís Suárez esteve no sítio certo à hora certa para que a equipa de Rui Borges não deixasse dois pontos fora de portas. Terá sido mais do que os leões mereciam? Provavelmente. A segunda parte dos donos da casa justificava a doçura do empate.
Melhor em campo: Luís Suárez (8)
Quem acha que driblar, fazer malabarismos, pintar a manta e dar cabo do juízo aos adversários é o mais importante, desengane-se. Quem vale mais, é mais bem pago e vê os seus direitos desportivos subir em flecha, é quem consegue uma coisa simples e prosaica, que pode não encerrar grande espetáculo, mas faz a diferença entre vencedores e vencidos: meter a bola na baliza do adversário. Luís Suárez, sucessor de Viktor Gyokeres (quem?) no comando do ataque leonino, tem esse dom, como ficou abundantemente à vista em Arouca. Depois de ter assinado um golo belíssimo aos 35 minutos – dominou, rodou e rematou com força, sem fazer ‘festinhas’ à bola – veio a ser determinante no desfecho final ao marcar o 1-2 a desoras, quiçá de forma pouco académica, mas a dar, de qualquer forma, a vitória à sua equipa, quando poucos seriam os que acreditavam num milagre verde-e-branco. 

 6 - Rui Silva - Noite de pouco trabalho e muita atenção para o guarda-redes do Sporting. Na primeira parte limitou-se a ser seguro e a jogar bem com os pés. No segundo tempo as coisas foram diferentes: sem qualquer hipótese de defesa no golo de Barbero (51), teve de se aplicar a fundo três minutos volvidos, quando Djouahra se isolou pela meia-direita e à entrada da área rematou cruzado, com muito perigo.

  5 – Fresneda – Um jogo pouco conseguido, sempre inquieto defensivamente e com pouco espaço para se mostrar, no campo ofensivo, pelo posicionamento de Catamo, que lhe fechou o acesso à linha de fundo. Aos 62 minutos, em posição frontal, rematou mal, de primeira, uma bola que sobrou na sua direção.

Gonçalo Inácio foi o melhor da defesa do Sporting - Foto: IMAGO

 6 - Gonçalo Inácio - O melhor da defesa do Sporting. Fiável, bem posicionado, a mandar nos duelos aéreos e cada vez melhor nos passes verticais, que rompem linhas e são de eficácia letal. Aos 21 minutos, qual número dez, viu a movimentação de Suárez e o resto foi geometria no espaço. Só não deu golo porque o colombiano, depois de ladear Arruabarrena, deslumbrou-se e perdeu o melhor ‘timing’. 

5 – Matheus Reis – A sua inclusão onze obrigou a que, na dupla de centrais, Gonçalo Inácio atuasse do lado direito, o que do ponto de vista leonino não é muito interessante. Sem comprometer, Matheus Reis teve alguns lances ‘empastados’ nas saídas de bola, revelando o melhor da sua ‘performance’ nas dobras que fez à esquerda, a Maxi Araujo. 

5Maxi Araujo – O passe que fez para Suárez, no lance do 0-1, fica como a sua melhor ação no encontro. No mais, a vontade de sempre, aliada a bom atributos técnicos, mas também alguma falta de lucidez, que fizeram com que não aproveitasse quanto podia a faixa esquerda que lhe foi deixada livre pelas movimentações interiores de Luís Guilherme

5 - HjulmandO internacional dinamarquês e ‘patrão’ dos leões apresentou-se em Arouca vários furos abaixo do que é habitual, e nem pode ser assacada ao PSG a responsabilidade do facto. Teve uma tarde-noite com vários equívocos posicionais, especialmente no início da metade complementar, que desprotegeram a defesa, e ficou ligado ao início da jogada do golo dos donos da casa. O mais positivo que fez foi o passe para Maxi, no lance do 0-1, e uma cabeçada, aos 85, após livre de Pedro Golçalves, que obrigou Arruabarrena à defesa do jogo. 

6 - João Simões - Está a crescer, em presença e influência, a olhos vistos. Importante na tarefa de recuperação da bola, o jovem médio leonino mostrou ‘chegada’ à grande área contrária e arrancou dois cruzamentos que podiam ter dado golo. Cada vez mais rápido a recuperar posição atrás da linha da bola. 

5 – Geny Catamo - É verdade que cruzou para o 1-2, ficando assim umbilicalmente ligado ao triunfo do Sporting em Arouca. Mas a sua exibição, se comparada com aquilo que se sabe que sabe, ficou alguns furos abaixo. Agarrado à linha do lado direito (e isso não foi culpa sua), deu pouco andamento ao seu flanco e impediu que Fresneda tivesse mais protagonismo. 

5 - Trincão - Não foi o jogador de outras jornadas. É certo que tentou, esforçou-se, ensaiou ‘slaloms’ para romper linhas, mas nunca apresentou frescura, nem inspiração, para fazer a diferença. Aos 29 minutos, em boa posição para faturar, faltou-lhe enquadramento e a bola saiu por cima do travessão. 

5 - Luís Guilherme - É um jogador a rever. Parece forte, por ser rápido, no um-contra-um, mas rapidamente se percebe que tem dificuldades no corpo-a-corpo. Sabe jogar, assume movimentos próprios do jogo interior que podem vir a ser interessantes, mas também teve períodos em que desapareceu do relvado. Alguns bons cruzamentos e tabelas foram o que de melhor conseguiu.  

5 - Morita – Entrou para fazer dupla com Hjulmand e, sem comprometer, não marcou a diferença.      

5 – Pedro Gonçalves - Foi posicionar-se atrás de Luís Suárez, numa fase da partida em que o Arouca povoou intensamente a zona central à entrada da sua grande área. A boa notícia para o Sporting é que está de volta. 

5 – Debast - Entrou aos 80 minutos, deu profundidade à defesa do Sporting e não comprometeu. Em boa posição, rematou por cima, aos 89 minutos. 

5 – Alisson – Numa fase em que Luís Guilherme já tinha ‘acabado’, trouxe velocidade e irreverência à esquerda do ataque do Sporting.