Rui Borges comentou novo triunfo verde e branco - Foto: Catarina Morais/Kapta+
Rui Borges comentou novo triunfo verde e branco - Foto: Catarina Morais/Kapta+

Vitória justa, expulsão de Matheus Reis e os regressos: tudo o que disse Rui Borges

Treinador reage à vitória sofrida dos leões na serra da Freita

Rui Borges analisou, na sala de imprensa do Municipal de Arouca, o triunfo (2-1) do Sporting na serra da Freita, consumado ao cair do pano.

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Análise ao jogo

«Agradecer aos adeptos que foram incansáveis, incríveis, têm sido sempre e é muito fruto da energia deles que conseguimos esta vitória difícil, mas merecida por tudo o que fizemos. Podiam ter saído caros os 10 minutos que entrámos mal. O Arouca podia ter dado a volta. Tirando isso, controlámos o jogo, fomos tentando criar, várias aproximações à baliza, podíamos ter definido melhor, mas podíamos ter sido prejudicados por não entrarmos bem. Ao intervalo, alertámos para virmos com a mesma intensidade e energia. O Arouca cresceu nesses 10 minutos. Depois corremos atrás do prejuízo, acreditando sempre, tendo aproximações, mudando e chegámos à vitória com muito querer, com muita vontade e atitude competitiva. Foi uma vitória justa, mas difícil.»

Dificuldade de mudar o 'chip' depois da UEFA Champions League

«É uma incógnita. Por mais que tentemos alertar e manter a malta viva, o discurso foi por aí. Sabíamos que ai ser difícil pelo tempo, relvado, exige mais de nós com cansaço acumulado. Ia exigir mais do que jogo do PSG. Parte também deles individualmente. O que tentamos é com o diálogo alertar para mostrar que vai ser difícil, qe têm de estar ligados. E estiveram. Entrámos bem no jogo, a 1.ª parte foi muito boa. Inexplicavelmente entrámos mal na 2.ª. Podia ter custado caro. São 10 minutos, mas podíamos ter ficado a perder. Não pode acontecer. Temos que perceber o que podemos melhorar. Focámo-nos ao intervalo em corrigir uma coisa ou outra e mantê-los ligados, mas não estamos na cabeça deles. Soubemos reagir e, pela capacidade de acreditar que teve, acaba por ser merecida.»

Luís Guilherme

«O Luís é um miúdo que tem muita qualidade e por mais que tenhamos identificado e visto o que dá, estamos numa aprendizagem de todos. Ele da equipa, a equipa dele, nós um pouco do que pode dar dentro do coletivo, dentro das caractertísticas dele. Achámos que à esquerda podia ser solução inicial. É alguém que dá direita, esquerda, interior. Tentámos ajustar ali. Numa fase inicial estava bem, mas muito baixo. O Trincão percebe melhor essas zonas e o golo até surge aí. Como estava a baixar muito, quem estava a marcá-lo não estava a acomapnhar. O Trincão no momento do golo está mais alto, a prender o lateral e a bola entra no Maxi na costas. O caso de atrair um metro faz diferença. O Trincão tem mais leitura. Tentámos mudar nesse sentido, deixá-lo mais confortável. Ao intervalo voltámos ao normal e fez uma segunda parte soberba. É um conhecimento mútuo que vamos tendo, perceber o que nos dá dentro do que é o coletivo e irmos arranjando dinâmicas para tirar melhor partido.»

Expulsão de Matheus Reis

«A malta festejou toda, a quente, se calhar disse algo a quente, não sei. Sabiam da dificuldade do jogo, o Arouca também aqui ou ali foi perdendo algum tempo. A malta é normal estar mais em stress, é normal que se diga uma coisa ou outra que não devemos. Não sei ao certo.»

Goleador Suárez

«Eu disse que ia marcar uma era porque quando o identificámos, antes do fim da época, sabíamos o que pode dar. Não falo pelos golos. É uma consequência do trabalho dele, da atitude competitiva. O que dá à equipa enquanto trabalho, técnica e taticamente, em termos de atitude, energia é muito bom. E é importante. Mais do que os golos é ele jogo após jogo, 90 sobre 90, não baixar a atitude competitiva, dar a cara e o corpo pela equipa. Depois a consequência são os golos. Tem faro para estar nos momentos de decisão.»

Dificuldades sentidas

«Golo foi de uma perda nossa, num ataque rápido. No global do jogo, fomos controlando o jogo, a velocidade dos alas, o avançado mais de duelos. O Matheus e o Inácio bateram-se bem nos duelos. Ganharam dois ou três lances em transição, perdas de bola, num ou noutro momento em que chegámos atrasados na referência. Tentámos corrigir, mas não foi essa dinâmica que nos causou problema.»

Regressos

«Pote, Ousmane, Zeno estão condicionados pela paragem. Foi muito por aí. Em relação à posição, foi mais leitura de jogo. O Trincão tem-se sacrificado pela equipa em todos os jogos, tem feito muitos minutos, é natural que aqui ou ali vá sentir mais desgaste. Estávamos a sentir que estava a sentir isso e achámos melhor meter o Pote ali, que é a posição dele. Por isso, dentro da estratégia, leitura do jogo, achámos por bem metê-lo ali. O Luís estava a criar muitos desequilíbrios, deu-nos algumas aproximações à área do Arouca e era pela mudança tática, de referência. Pura frescura. É uma posição que é a dele. Ele sabe o que tem que fazer ali, apesar de às vezes jogar noutra posição. É muito inteligente. Entrou muito bem. Feliz por tê-lo de volta. A ele, ao Diomande e ao Debast. A equipa fica muito mais forte.»