Trezza e Djouahra com selo de qualidade (notas do Arouca)
A solidez defensiva do Arouca começou no seu guarda-redes, Arruabarrena. O uruguaio mostrou-se sempre muito seguro e atento entre os postes com destaque para o voo aos 85’ a evitar o golo de Hjulmand. Mas na sua frente esteve uma verdadeira muralha composta por Trezza, um ala direito muito dinâmico, obrigado a descer para formar uma linha de cinco no setor recuado. Combinou bem com Tiago Esgaio, capitão e voz de comando, assim como os centrais Matías Rocha, atento nas movimentações de Suárez mas com exibição manchada com cartão vermelho nos instantes finais, e Javi Sánchez, este mais hesitante, ultrapassado no golo inaugural dos leões. Bem mais assertivo esteve Fontán no corredor esquerdo. Consistente a defender e com critério nas raras vezes em que subiu no terreno, tendo papel ativo no golo com assistência perfeita para Barbero.
Na linha intermédia, nota para a boa organização coletiva. Com a boa leitura de Hyunju, a condução e arrojo de Fukui (remate aos 55’), a consistência defensiva de Van Ee, muito importante enquanto teve pilhas, a ganhar duelos a Hjulmand, e Djouhara, o toque de classe e criatividade deste conjunto de Vasco Seabra, mais audaz na etapa final com Barbero, muito oportuno, no sitio certo para finalizar boa movimentação ofensiva. Do banco, saiu Mateo Flores que deu músculo ao miolo e Dante maior frescura ao setor defensivo.
Notas do Arouca
Onze do Arouca: Arruabarrena (6); Trezza (6), Tiago Esgaio (5), Matías Rocha (5), Javi Sánchez (5) e Fontán (6); Hyunju (5), Fukui (6), Van Ee (5) e Djouhara (6); Barbero (5)
Suplentes: Mateo Flores (5), Dante (5), Pablo Gozálbes (5), Miguel Puche (-)