Trezza acabou o jogo de rastos após noite de muito trabalho - Foto: KAPTA +/CATARINA MORAIS
Trezza acabou o jogo de rastos após noite de muito trabalho - Foto: KAPTA +/CATARINA MORAIS

Trezza e Djouahra com selo de qualidade (notas do Arouca)

Uruguaio e franco-argelino foram os responsáveis pelo crescimento da equipa na segunda parte e ambos deram muito trabalho ao Sporting

A solidez defensiva do Arouca começou no seu guarda-redes, Arruabarrena. O uruguaio mostrou-se sempre muito seguro e atento entre os postes com destaque para o voo aos 85’ a evitar o golo de Hjulmand. Mas na sua frente esteve uma verdadeira muralha composta por Trezza, um ala direito muito dinâmico, obrigado a descer para formar uma linha de cinco no setor recuado. Combinou bem com Tiago Esgaio, capitão e voz de comando, assim como os centrais Matías Rocha, atento nas movimentações de Suárez mas com exibição manchada com cartão vermelho nos instantes finais, e Javi Sánchez, este mais hesitante, ultrapassado no golo inaugural dos leões. Bem mais assertivo esteve Fontán no corredor esquerdo. Consistente a defender e com critério nas raras vezes em que subiu no terreno, tendo papel ativo no golo com assistência perfeita para Barbero

Na linha intermédia, nota para a boa organização coletiva. Com a boa leitura de Hyunju, a condução e arrojo de Fukui (remate aos 55’), a consistência defensiva de Van Ee, muito importante enquanto teve pilhas, a ganhar duelos a Hjulmand, e Djouhara, o toque de classe e criatividade deste conjunto de Vasco Seabra, mais audaz na etapa final com Barbero, muito oportuno, no sitio certo para finalizar boa movimentação ofensiva. Do banco, saiu Mateo Flores que deu músculo ao miolo e Dante maior frescura ao setor defensivo.  

A figura do Arouca: Djouahra (6)
Toque de classe de uma equipa operária e solidária e que teve neste franco-argelino asas o poder de fogo para ferir o leão. Excelente leitura, boa condução, foi ele que foi criando os desequilíbrios sempre que a equipa se estendia no ataque. Só não teve uma noite (mais) brilhante porque aos 54', só com Rui Silva pela frente, acabou por proporcionar ao guardião leonino o melhor momento do jogo.

Notas do Arouca

Onze do Arouca: Arruabarrena (6); Trezza (6), Tiago Esgaio (5), Matías Rocha (5), Javi Sánchez (5) e Fontán (6); Hyunju (5), Fukui (6), Van Ee (5) e Djouhara (6); Barbero (5) 
Suplentes: Mateo Flores (5), Dante (5), Pablo Gozálbes (5), Miguel Puche (-)