Rodrigo Mora (médio)
Rodrigo Mora (médio)

Negócio 'à Kiwior' coloca ponto final na novela: Mora vai render €50 milhões

Transferência do FC Porto para a Roma desenhada à imagem das fórmulas que já tornaram definitivas as transferências de Nehuén Pérez, Kiwior e Fran Navarro. Médio esperado em Itália nas próximas horas. Supera negócio com Vitinha, no que respeita a jogador vindos da formação, é em termos de mais-valia é o maior de sempre

A transferência de Rodrigo Mora do FC Porto para a Roma está praticamente fechada, faltando apenas a assinatura dos documentos e as minutas dos contratos para oficializar um negócio que irá render 50 milhões de euros aos cofres da SAD portista, o preço fixado desde o início por André Villas-Boas. O médio aguarda luz verde para rumar a Itália.

O acordo entre os dois clubes, embora ainda não totalmente fechado, está alinhavado e prevê uma fórmula financeira complexa, menos para o FC Porto, que já a utilizou em diversos negócios no passado e desde que AVB é presidente. Numa fase inicial, a Roma pagará 25 milhões de euros por metade do passe do jogador. Posteriormente, o negócio contempla uma opção de compra para os italianos sobre os restantes 50% por mais 25 milhões, sendo que o FC Porto detém uma opção de venda recíproca pelo mesmo valor.

Esta estrutura, que na prática funciona como uma obrigação de compra e venda, permite à Roma respeitar as regras do fair play financeiro da UEFA, quando ainda ataca outros alvos, como Malik Fofana, do Lyon, e, ao mesmo tempo, garante ao FC Porto o encaixe total de 50 milhões de euros, valor do qual os dragões nunca abdicaram pela sua jovem promessa.

Este modelo de negócio é o mesmo que levou Nehuén Pérez para o Dragão vindo da Udinese, ou o de Kiwior do Arsenal, embora com valores diferentes. Também Fran Navarro foi negociado para o SC Braga com essa dupla cláusula.

Supera valores de Vitinha

Com 50 milhões de euros garantidos, a transferência de Rodrigo Mora para a Roma coloca o jovem criativo entre as maiores vendas da história do FC Porto. Só Otávio, transferido para o Al Nassr por 60 milhões de euros, movimentou uma verba superior. Mora iguala o patamar atingido por Éder Militão e Galeno.

Mas há um dado que torna a operação ainda mais expressiva: Rodrigo Mora passa a ser a maior transferência de sempre de um jogador formado no FC Porto. Supera Vitinha, cujo passe foi vendido ao PSG por 41,5 milhões de euros em 2022. Além disso, e muito importante para as contas da SAD, o criativo chegou à equipa principal através da formação, pelo que a receita da transferência terá um impacto forte. Em termos de mais-valia, isso significa que é total para o FC Porto, o que torna este o negócio mais rentável de sempre, até ao momento.

Mora estreou-se pela equipa B com apenas 15 anos e acelerou a subida até ao patamar principal. Na época de estreia pela equipa A, em 2024/25, com 17 anos, somou 35 jogos, 11 golos e quatro assistências, confirmando o potencial que há muito lhe era apontado.

Apesar destes números e da influência numa época muito difícil do FC Porto, que terminou em terceiro lugar na Liga e teve dois treinadores, Vítor Bruno e Martim Anselmi, o encaixe na estratégia de Francesco Farioli revelou ser difícil. Adepto de médios interiores, com maior equilíbrio entre a parte ofensiva e defensiva, o italiano cedo concedeu a titularidade a Gabri Veiga. No lado esquerdo do ataque, Borja Sainz e William Gomes, primeiro, e Pietuszewski, a partir de janeiro, inviabilizaram uma eventual utilização de Mora naquele espaço.

Esta temporada, Rodrigo Mora jogou apenas 15 minutos, na vitória do FC Porto contra o Alverca, na 1.ª jornada da Liga, não saindo do banco na final da Supertaça, com o Torreense, e na recente visita ao terreno do Rio Ave, na ronda 2 do campeonato.

O jogador vai assinar contrato até 2031, assim que passe nos exames médicos, e ganhar um salário bruto de cerca de 3,7 milhões de euros, quase dois milhões limpos.

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