«Neemias é parte da razão da grande temporada dos Celtics»
BERLIM – Habitual potência do basquetebol, a Espanha chegou a ser o país com mais estrangeiros na NBA – em 2016/17 havia um recorde dez –, estatuto atualmente do Canadá, com 23, seguido pela França, Alemanha e Austrália, todos com sete. E não fosse Hugo Gonzáles ter sido escolhido no último draft (28.º) pelos Celtics, onde actua ao lado do português Neemias Queta, Santi Aldama seria o único espanhol em 2025/26.
Assim, A BOLA aproveitou a presença do extremo/poste dos Grizzlies em Berlim para o primeiro encontro dos NBA Europe Games 2026, contra os Magic, nesta quinta-feira, para perguntar como é que alguém que cresceu com tantos compatriotas na NBA, com Paul Gasol, Marc Gasol e Serge Ibaka a terem chegado a ser campeões, vê o momento de apenas ele e Hugo estarem na liga.
«Penso que faz parte da mudança de gerações e progressão. Tive muita a sorte de crescer com uma geração incrível e, logicamente, muitos jogadores estavam na NBA. Agora o numero total baixou um pouco, mas creio que no ano que vem vai voltara a subir. Acho que houve uma crescimento no ano passado e mudança no basquetebol, mas temos jogadores jovens muito bons e o importante é continuarmos a alimentar essas novas gerações que vêm e dar-lhes oportunidade de crescerem. Mas é como digo: creio que chegará esse momento, tudo a seu tempo», respondeu Santi, filho do ex-internacional, Santiago Aldama, que tal como o pai mede 2.13m.
E como vê o Hugo nos Celtics esta época? «Muito bem. Normalmente, quando falas de um rookie ele tem momentos altos e baixos. No caso do Hugo não é assim, é superconstante, sempre é o que joga mais duro e dá-lhes bons minutos. É impressionante que um rookie que está a aprender tantas coisas acabe por ser tão regular. Para a equipa é muito bom, e sobretudo para que ele tenha minutos constantes e numa equipa que está a ter uma temporada muito boa», disse o extremo de Memphis, de 25 anos, que vai na quinta época na NBA, tendo sido a 30.ª escolha do draft de 2021.
E com o Hugo joga Neemias Queta, o primeiro português na NBA. Segue-o, tem notado como tem crescido na Liga? Como o vê? «Sim, temos jogado umas vezes um contra o outro e, logicamente, sendo os dois tão próximos, sempre conversamos depois dos jogos. Creio que entrámos para a NBA no mesmo ano e sua progressão tem sido muito boa. Sempre foi uma potência nas tabelas, a ganhar ressaltos, e agora que o seu papel cresceu um bocado e lhe deram mais responsabilidades, está a fazer um grande trabalho e é uma parte da razão porque os Celtics estão a fazer uma grande temporada», concluiu o Santi, que fez anos no passado dia 10 e por isso ofereceram-lhe, aqui em Berlim, um presunto Serrano. «Sim, presunto faz sempre parte da minha dieta. Ainda não o provei porque estava a passar numa loja e vi, mas, provavelmente, vou comer depois do jogo de amanhã e vou comprar mais antes de ir para Londres.»