Adam Silver espera acabar com as equipas que não querem ganhar Fotografia NBAE

NBA votou novas normas contra quem não quer ganhar. Saiba quais são e o que acontece

Ainda não se sabe quem não estava de acordo e votou contra, pelo menos com este novo formato das normas, mas a maioria do Board of Governors da Liga quer ver a atual situação que levantou tantas criticas pelo respeito aos espectadores, justiça dos resultados e satisfação dos operadores 'televisivos' alteradas

Depois do anuncio há algumas semanas, a NBA oficializou, esta quinta-feira, a sua intenção de combater o tanking , prática de perder jogos propositadamente para obter melhores posições no draft. O Conselho de Governadores, órgão máximo da Liga, onde só se pode sentar um proprietário representante de cada um dos 30 clubes, aprovou, com apoio quase unânime, uma revisão significativa das regras da lotaria do draft, que entrará em vigor na época 2026/27.

A principal alteração é a criação de um novo sistema, apelidado de lotaria «3-2-1», que visa penalizar as três piores equipas da fase regular, reduzindo as suas probabilidades de garantirem a primeira escolha. Em contrapartida, as formações que falham o apuramento para o play-off mas que se mantêm competitivas serão beneficiadas.

De acordo com Shams Charania, jornalista da ESPN, a nova legislação expande a lotaria de 14 para 16 equipas e estabelece uma «zona de despromoção» para os três últimos classificados, que verão as suas hipóteses de obter a cobiçada primeira escolha diminuir. O objetivo é claro: incentivar a competitividade e a vitória.

O novo formato da lotaria do draft passará a incluir 16 clubes. A distribuição das bolas da lotaria que posiciona essas 16 equipas para o draft seguirá um modelo «3-2-1»: sete equipas receberão três bolas na tombula, outras sete terão duas bolas e as duas formações derrotadas nos jogos do play-In - entre o 7.º e o 8.º classificados de cada conferência - receberão apenas uma bola.

As equipas que terminarem com os três piores registos da liga cairão na referida «zona de despromoção». Enquanto as equipas que não se qualificaram para o play-off ou play-In, mas evitaram os três últimos lugares, terão três bolas (probabilidade de 8,1% de obter a primeira escolha). Os clubes na zona de despromoção terão apenas duas bolas, o que corresponde a uma probabilidade de 5,4%.

Para mitigar a penalização, a Liga estabeleceu que as equipas «despromovidas» no draft não poderão escolher abaixo da 12.ª posição. As restantes elegíveis para a lotaria poderão cair até à 16.ª escolha.

Foram igualmente introduzidas restrições radicais às escolhas. Nenhum clube poderá ter a primeira escolha em drafts consecutivos, nem poderá escolher dentro do top 5 por três anos seguidos.

A título de exemplo, com estas regras, os Spurs não teriam conseguido selecionar Victor Wembanyama, Stephon Castle e Dylan Harper em anos sucessivos. Da mesma forma, os Cavaliers, campeões em 2016/17, não poderiam ter escolhido Anthony Bennett e Andrew Wiggins, o que tornaria impossível a sua troca por Kevin Love.

Adicionalmente, os clubes deixarão de poder proteger as suas escolhas de draft no intervalo entre as posições 12 e 15.

As novas regras anti-tanking serão implementadas a partir da temporada 2026/27 e estarão em vigor, pelo menos, até ao draft de 2029. Após este período, uma cláusula de caducidade exigirá uma nova votação do Board of Governors para decidir se o sistema continua ou se necessita de novas alterações.

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