Mundial: escândalo sexual é mais um a assombrar a seleção do Senegal
O cozinheiro da seleção do Senegal foi repatriado para Dakar durante o Mundial, nos Estados Unidos, na sequência de acusações de assédio sexual por parte de uma funcionária. A informação foi confirmada por Abdoulaye Saydou Sow, secretário-geral da Federação Senegalesa de Futebol, em declarações à estação pública senegalesa RTS, no domingo.
A decisão foi tomada como medida de precaução depois de uma funcionária, recrutada localmente nos Estados Unidos, ter acusado o cozinheiro de comportamento inadequado no hotel. Segundo o dirigente, a federação agiu de imediato para evitar a intervenção das autoridades norte-americanas e para preservar a tranquilidade no seio da comitiva dos Leões de Teranga, que caíram da prova aos pés da Bélgica, no prolongamento, nos 16 avos de final.
Abdoulaye Saydou Sow explicou que a permanência do indivíduo em solo americano poderia ter resultado em complicações legais, sublinhando que certos comportamentos, por vezes vistos como brincadeiras no Senegal, são considerados assédio à luz da legislação dos EUA. A federação optou, assim, pela prudência para evitar um escândalo que pudesse prejudicar a imagem da seleção e do país.
A agitação na comitiva antes, durante e depois do torneio foi constante. No domingo, o selecionador, Pape Thiaw, foi demitido, alegadamente devido aos resultados no torneio e a tensões internas com vários jogadores, tendo também sido notícia o facto de o estágio ter, alegadamente, sido palco de festas e encontros privados enquanto os jogadores se focavam na competição. Alegadamente, funcionários da delegação convidaram amigos e criadores de conteúdo para eventos com álcool, presentes caros e despesas extravagantes. A situação terá chegado ao ponto de as refeições não estarem prontas a tempo e os jogadores terem de encomendar comida para ser entregue nos quartos.