NBA vai utilizar inteligência artificial para ajudar os árbitros
O comissioner Adam Silver revelou que a NBA está a planear implementar um sistema de inteligência artificial, semelhante à tecnologia Hawk-Eye utilizada no ténis, para automatizar as decisões sobre bolas que saem fora do campo como, por exemplo, se bate ou não na linha ou quem foi o último a tocar nela, de forma a que não seja necessário parar a partida para ir confirmar nas repetições.
Esta é uma intenção que é anunciada na sequência de várias polémicas de arbitragem, nomeadamente nas finais da Conferência Oeste entre Thunder e Spurs, com os texanos a terem saído prejudicados em duas ocasiões muito próximas uma da outra.
Mas, nessa mesma série que vai decidir o campeão de Oeste que irá defrontar os Knicks (Este) na 80.ª final da NBA, têm igualmente existido discussões sobre flopping (simulação de faltas), sobretudo por parte do conjunto de Oklahoma City e com maior incidência tendo como protagonista o duplo MVP Shai Gilgeous-Alexander. O que não só o ajuda a carregar de faltas algumas das principais figuras contrárias como o leva frequentemente para a linha de lance livre.
Em declarações ao programa The Pat McAfee Show, Adam Silver explicou o plano para erradicar este tipo de erros. «Se for um fã de ténis, eles têm o que chamam de Hawk-Eye. É como uma animação, e vê-se rapidamente onde estava a linha», afirmou, comparando a tecnologia que pretende adotar.
O sistema proposto utilizará câmaras e inteligência artificial para tomar decisões instantâneas e objetivas. «Vamos avançar para um sistema assim, onde toda essa categoria de decisões será automática. Saber-se-á imediatamente se a bola é dos Lakers, dos Knicks ou dos Thunder», detalhou Silver. «Essas decisões serão tratadas por um sistema automatizado de IA com câmaras alinhadas à volta do campo, e retirará todas as chamadas ditas objetivas das mãos dos árbitros».
Silver sublinhou que a implementação desta tecnologia eliminará a necessidade de os árbitros reverem estas jogadas, assim como os pedidos de challenge (verificação da decisão) por parte dos treinadores. «Será instantâneo. Será simplesmente automático. Jogo a seguir. Vamos a isso», comentou Silver. «Não teremos mais de lidar com desafios para essas decisões».
O líder da NBA tem igualmente esperança que, ao deixarem de estar preocupados com esses aspecto do jogo, os juizes se possam concentrar totalmente nas decisões mais subjetivas, como a marcação de faltas. «Também permitirá que os árbitros dediquem toda a sua atenção às decisões subjetivas mais difíceis, porque muitas vezes há contacto em todas as jogadas. Isso não significa automaticamente que haja falta», acrescentou.
«Eles estão a tentar avaliar se o contacto está realmente a impedir o jogador e qual a intensidade desse contacto. Isso é algo que não pode ser determinado apenas pela câmara, porque os árbitros estão no campo a sentir e a ver a fisicalidade em tempo real», justificou ainda Adam Silver como que justificando certas situações que não têm sido apitadas pelos árbitros durante a mesma série, com jogadores a agarrarem outros, empurrarem, puxarem braços e camisolas e até puxarem os cabelos sem que nada lhes aconteça, se deva à preocupação do árbitros com outros aspectos do jogo.
Normalmente, antes de aplicar no seu campeonato, a NBA costuma testar novas regras ou auxílios para +árbitros nas ligas de verão e sobretudo na G League, liga secundária onde os clubes têm equipas e alguns jogadores para se desenvolverem e três que podem actuar nas duas competições, como aconteceu nas três primeiras épocas de Neemias Queta na NBA.
Artigos Relacionados: